
http://opinioesdistoedaquilo.blogspot.com/2009/08/sos-cabedelo.html




Quando te conheci, chamavam-te Gala. Praia da Gala.
Com o passar do tempo e com a afinidade que me permitiste usufruir, intimamente deste-me a conhecer que para os amigos, te chamavas de Cabedelo.
Na tua companhia me fiz Homem e hoje o Homem que sou, parte devo ao muito que me ensinaste.
A ser jovial, como nos dias em que permites que todos sem excepção, em ti de deleitem. A ser exigente, como nos dias em que apenas alguns contigo partilham o prazer de em ti deslizarem, ou humilde, como quando me dizes que, hoje não. Nesses dias em que estás de mau humor, chega-me o prazer da tua companhia, o teu cheiro, a tua luz, o silêncio do ruído da tua revolta que me perpassa, paz e sossego.
E naqueles dias em que fazendo jus ao teu nome, te vestias de Gala e connosco dançavas a mais harmónica das danças. Essas recordações que queremos preservar, mas acima de tudo, reviver.
Hoje, a minha prol também na tua companhia tem crescido e se um já quase se fez Homem, outra busca em ti ensinamentos, até se tornar Mulher. Só espero que te preserves assim, igual, para um dia e com cabelos ainda mais brancos, te apresente e me ajudes a cuidar e a educar, aquela que será a terceira geração que em ti aprendeu que sem ti, não seriamos os mesmos.
Obrigado Cabedelo
José Bandeira
(Foto - Miguel Costa)
(Foto - Miguel Costa)