quarta-feira, 2 de maio de 2012

Eurico Gonçalves - Especialista do concurso 7 Maravilhas - Praias de Portugal



A fase de candidaturas terminou a 15 de Janeiro e após a validação das 327 candidaturas recebidas, por parte do Conselho Científico, foi apresentada uma lista de 295 Nomeadas. Um painel de 70 especialistas, tendo como base a lista de Nomeadas, selecionou as 70 praias pré-finalistas, 10 em cada uma das 7 categorias. A lista de 70 pré-finalistas é revelada a 27 de Fevereiro de 2012.



Plano B...


http://www.parq.pt/index.php?/concursos/048-fig-masterplan/


048 Concurso para a Requalificação da frente de mar da Figueira da Foz e Buarcos / 048 Competition for the seaside rehabilitation of Figueira da Foz e Buarcos
Concurso Público de Concepção (ideias) para a Requalificação e Reordenamento da Praia e Frente de Mar da Figueira da Foz e Buarcos. Entregue a 27 de Novembro de 2011, com Pedro Bandeira e Miguel Figueira. Menção Honrosa
Public Design Competition for Ideas to requalify and rehabilitate the Beach and seaside of Figueira da Foz and Buarcos. Delivered November 27, 2011, with pedro Bandeira and Miguel Figueira. Honorable Mention

terça-feira, 13 de março de 2012

Global Surf Cities

GLOBAL SURF CITIES from Cidade Surf on Vimeo.



Wayne Rabbit Bartholomew & John Nielsen

Coolangatta vs Bali

CIDADESURF @Global Surf Cities Conference, on-line from Bali, Indonesia 07/03/2012

domingo, 11 de março de 2012

A solução está na areia!!!

CIDADESURF @ Smart Water Research Centre, Griffith University, Queensland, Australia

sábado, 10 de março de 2012

Angela Merkel...

CIDADESURF @ Smart Water Research Centre, Griffith University,Queensland, Australia

Sobre os requisitos nos Concursos Públicos...


Por vezes tendemos a dizer: “A pergunta, o pedido, o programa que nos solicitam é estúpido”; o Saramago dizia uma coisa muito inteligente: “Não há perguntas estúpidas, dependem sempre da resposta.” Se der uma boa resposta, a pergunta passa a ser inteligente (...) é isso que tentamos fazer.

O meu primeiro trabalho é sempre refazer a pergunta. Veja-se os casos dos concursos: volta e meia, gosto de fazer concursos. A maior parte das vezes o programa não me interessa nada (o museu é errado... aquele programa não tem jeito nenhum, etc...); mesmo assim gosto de concorrer e, quando o faço, começo por reformular as perguntas.

O resto da equipa fica muitas vezes desmotivada e diz: “Ó Miguel, assim não vamos ganhar!” Acontece que não me interessa ganhar algo em que não acredito, interessa-me é saber com que projecto é que vou perder...

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Ana Vaz Milheiro entrevista Miguel Figueira "Se queres dançar paga a banda", in Jornal dos Arquitectos #240 Ser Independente, 2010.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Projecto CIDADESURF soma vitórias...


À vitória do Movimento Milénio juntam-se as duas Menções Honrosas do Concurso Público de Concepção (Ideias) para a Requalificação e Reordenamento da Praia e Frente de Mar da Figueira da Foz e Buarcos.

A Menção Honrosa da proposta MAR-DE-AREIA foi determinada pelo carácter de manifesto ou provocação, e por assumir uma atitude de demonstração por absurdo de uma ideia, intervenção radical ou extrema, e a da proposta CIDADE-PRAIA determinada pela originalidade e inovação da proposta, e por privilegiar um ou mais critérios que não o total dos objectivos directamente exigidos.

Sobre os três primeiros classificados, no critério de mérito absoluto, o juri determinou: Cumpre diligentemente todos os requisitos…


Autores

Miguel Figueira, Pedro Bandeira e Pedro Maurício Borges.

Colaboradores

Paulo Lopes Vaz, João André Simões, Sara Gouveia, Pedro Nuno Ramalho, Luís Pedro Campos

Bruno Leonel Marques, Victor Almeida, Lia Saraiva Antunes, José Bernardo Silva e Pedro Vieira.

Consultores

Eurico Gonçalves (Surf), Daniel Monteiro (Paisagismo), Pedro Proença da Cunha (Sedimentologia), José Antunes do Carmo (Hidrodinâmica), Filipe Bandeira (Engenharia Civil) e Joana Araújo (Ambiente).

Fotografia

João Bracourt, João Lobo e Márcio Oliveira


quarta-feira, 7 de março de 2012

HONG KONG...

CIDADESURF@ Hong Kong University

sexta-feira, 2 de março de 2012

3 ideias para a Figueira


PRAIA ORGÂNICA

No âmbito do MovimentoMilénio explorámos a possibilidade da renaturalização, importando o sistema de paisagem da orla costeira a sul do Mondego, para a praia urbana da Figueira da Foz. Avançámos com determinação pela necessidade de marcar o debate público com o impacto da erosão que periga a orla costeira, na sequência das recentes obras de prolongamento do molhes do Porto Comercial. O "Concurso Público de Concepção (Ideias) Para a Requalificação e Reordenamento da Praia e Frente de Mar da Figueira da Foz e Buarcos" permitiu-nos o aprofundamento da reflexão sobre o papel da areia na construção da cidade e do território: à dimensão orgânica (associada ao sistema de paisagem da orla costeira), acrescentámos as dimensões estática (mar-de-areia) e dinâmica (deriva litoral).



PRAIA ESTÁTICA

Desde há muito que o espaço do extenso areal tem alimentado a especulação sobre as possibilidades da sua ocupação, desde a urbanização à renaturalização proposta por este concurso público. Possibilidades estas ancoradas numa visão negativista que procura dissimular o erro. Porque não se tapa o sol com uma peneira procurámos reflectir sobre o potencial da praia que temos, convictos da capacidade transformadora das ideias que reconfiguram o erro em vantagem, transformando a areia do mar em Mar-de-Areia, capaz de requalificar a praia, a principal frente urbana da cidade e, ao mesmo tempo, ser eficaz do ponto de vista balnear e dos seus usos associados.


"Casas de Fato dos Pescadores de Buarcos", c.1929, fotografias de autoria desconhecida,

Biblioteca e Centro de Documentação do Centro de Estudos do Mar - CEMAR,

Figueira da Foz - Buarcos



PRAIA DINÂMICA

Esta proposta desenvolve-se a partir da relação entre o lugar e o seu contexto, com base no equilíbrio entre sedimentação e erosão, re-naturalização a norte e protecção do espaço natural consolidado a sul. Integra a complexa dinâmica costeira, recorrendo à capacidade dinâmica da deriva litoral para o redesenho da praia, e avança em direcção ao mar reflectindo sobre o seu impacto no contexto territorial alargado.

Reconhecendo o valor da praia que foi “Rainha”, propomos a reposição da linha de costa estabilizada antes da construção dos molhes do Porto Comercial, garantindo simultaneamente a preservação da costa, a sul do Mondego, com a possibilidade de devolução de areia ao mar. Não partimos da interrogação "O que queremos da praia?", mas sim " Que praia queremos?"... em Buarcos, na Figueira e nas praias do Sul. Link CIDADESURF



rep. in PEREDA, Felipe; MARÍAS, Fernando (ed.), El Atlas del Rey Planeta.

Pedro Teixeira Albernaz, Vista da Enseada de Buarcos e Foz do Mondego, c.1634

La "Descripción de España y de las Costas y Puertos de sus Reinos" de Pedro Texeira (1634), Madrid: Nerea, 2002.


Esclarecimentos sobre o sistema de bypass

Trata-se de um sistema composto por um pipeline sob o Mondego que transporta a areia com água por bombagem, do lado norte do Porto Comercial para as praias a sul. O Bypass proposto para a reposição da deriva litoral poderá também extrair a areia que se deposita no rio junto ao molhe norte, diminuindo os custos da dragagem da barra. O valor da sua construção, estimado em 15,0M€, poderá não se reflectir no custo efectivo considerando o proveito que pode advir da comercialização de parte da areia actualmente retida na praia da Figueira da Foz. A título ilustrativo considere-se o volume estimado de 1,5Mm3 de acumulação de areia depositada em três anos na sequência das recentes obras de prolongamento dos molhes e 15 €/m3 como valor de referência da areia, para facilmente se constatar que o valor comercial da areia retida supera o custo da construção do Bypass. Para a sustentabilidade da solução há que articular a extracção pelo Bypass com a dragagem e ainda contabilizar a poupança no custo das obras de defesa da costa atacada pela erosão: 3,0 M € em 2012, anunciados pelo INAG, só até à Marinha Grande, quando a frente de mar que sofre do impacto da deriva, a sul do Mondego, se estende numa extensão 6 vezes superior (até ao canhão da Nazaré).




Reunião de trabalho com o Eng. Kevin Filer (TRESBP) em Coollangatta na Austrália, no bypass de Tweed River, Fevereiro 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CIDADESURF na Televisao de Macau @TDM

Cortesia RDM, reportagem Rosa Serrano

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Discurso do Presidente Júri Prémio Secil Universidades Arquitectura - Arq Miguel Figueira


...2011 será para muitos dos concorrentes desta edição do Prémio Secil Universidades o ano da entrada na profissão. É também o ano em que assistimos à entrada de Portugal em duas listas restritas na cena internacional: a dos países com dois prémios Pritzker e a dos que dependem do FMI. Estas circunstâncias não são fruto da sorte, boa ou má, mas antes o culminar de longos percursos, individuais e colectivos. É nessa dimensão que encontramos motivos para encarar o futuro com optimismo: no primeiro caso, porque sendo certo que é o percurso de autores singulares que é reconhecido, é também afirmativo quanto à qualidade e consistência do percurso da arquitectura portuguesa; no segundo, porque liberta o país do equívoco em que se encontrava, abrindo a possibilidade para se repensar.

Como um personagem dos desenhos animados, há muito que caminhávamos no vazio, ignorando o precipício que nos deveria ter obrigado a suster a marcha e, agora, que nos apercebemos desse facto, caímos... Hoje não estamos equivocados, sabemos bem onde estamos: em queda livre. Acredito porém que o perigo maior, o do equívoco, tenha ficado para trás, sendo que à nossa frente se oferece apenas uma oportunidade: aprender a voar. Esta aprendizagem não é tarefa fácil, sobretudo para quem não tem asas, mas é isto mesmo que esperamos dos novos colegas que estão agora a iniciar os seus percursos profissionais.

As oportunidades agarram-se pela frente, pelo que não vale a pena perder tempo a olhar para trás. Não vão poder contar com os vossos professores, porque a universidade, e todos nós, também estamos em queda livre. Será a necessidade que vos vai ensinar! A necessidade e a urgência da situação exigem o vosso empenho e competência.

Fez-se a mais bela das revoluções, mas, em larga medida, falhou-se a construção do país. Compete-nos agora cumprir este desígnio maior. Este não é um problema da arquitectura, mas será seguramente um problema de todos nós, sendo que, enquanto arquitectos, temos a obrigação de contribuir para este processo de construção colectivo, por imperativo ético e pelo prazer de imaginar a cidade (e a sociedade) que queremos habitar.

Bons voos!

Projecto CIDADE SURF @Gala Portugal Surf Awards 2011



Projecto CIDADE SURF marcou presença na Gala Portugal Surf Awards 2011

No passado dia 4 de Dezembro, no espaço TMN AO VIVO no Cais do Sodré em Lisboa, teve a festa mais importante do surf nacional, os Portugal Surf Awards (ver link). Organizado pela ANS e SURFPortugal, foi um evento que contou com várias presenças de surfistas, personalidades do Governo e da indústria do surf e, claro, de vários meios de comunicação. Um desses meios foi a SportTv, através do programa Zona Radical, que esteve a cobrir o evento e cuja reportagem podem ver em baixo.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

M Magazine...

Ideias Para um Portugal Melhor!


Há quem, no cinzentismo dos dias de hoje, olhe para o futuro e só veja um país mergulhado na crise, na depressão e no pessimismo crónico. Outros há que, remando contra a corrente, tentam fintar o triste fado que os portugueses insistem em resgatar. Mentes inovadoras que projectam um país onde é possível votar em caixas multibanco, onde há máquinas que levam a água às zonas mais carenciadas, onde o mar e o surf são agentes do desenvolvimento local, e onde as redes sociais estabelecem pontes entre empresas, universidades e agentes de inovação. Estas são apenas as ideias vencedoras nas quatro categorias (Democracia, Negócios, Cidades e Consumo) do Movimento Milénio, iniciativa nacional promovida pelo jornal “Expresso” e pelo Millennium bcp para criar um movimento positivo e catalisador de ideias, reflexão, projectos e tendências para o futuro do País.

«A sociedade civil deve ter cada vez mais possibilidade de se afirmar. Não podemos estar à espera que o Estado resolva tudo», defendeu Francisco Pinto Balsemão, presidente do Grupo Impresa (proprietário do “Expresso”), na cerimónia de lançamento do movimento que desafiou os cidadãos a apontar caminhos para um Portugal melhor. «É esse o objectivo, pôr os cidadãos a falar. Desta crise sairá um outro país: cresceremos todos se percorrermos esse caminho com alegria e não com o nosso tradicional cinzentismo», completou Carlos Santos Ferreira, presidente do conselho de administração executivo do Millennium bcp.

Os portugueses responderam ao desafio. Desde o lançamento da iniciativa, em Fevereiro, o “website” movimentomilenio.com, sede da iniciativa e ponto de partida e de chegada de todas as propostas, rece beu mais de uma centena de projectos. Para cada um dos quatro temas foram escolhidos quarto finalistas que defenderam as suas propostas perante o respectivo júri, composto por cinco elementos – Francisco Pinto Balsemão, um representante da direcção executiva do Millenium bcp, um jornalista sénior do “Expresso” e dois especialistas em cada um dos temas.

Os quatro vencedores apurados receberam um cheque até ao valor de 12.500€ para custear as des - pesas de deslocação, estadia e participação numa conferência internacional relacionada com o tema do projecto.

Mas nem todos quiseram fazer uso da recompensa. «Não usámos o prémio, que é uma viagem para dois, para assistir a um congresso na área de democracia, nem recebemos nenhum cheque ou coisa parecida. A nossa intenção é que o Movimento Milénio utilize esta ideia para “movimentar” Portugal», revela Stéphanie de Matos, estudante de medicina que, com o noivo André Cabrita, engenheiro electrotécnico, venceu a categoria Democracia com o “Voto Simplex”, que propõe a transformação do Multibanco em urna de voto.

A festa final do Movimento Milénio tem lugar a 6 de Dezembro no Convento do Beato, em Lisboa, com direito a um brinde ao futuro do País.


O MAR COMO AGENTE DE MUDANÇA.

Há quem olhe para o mar e veja o horizonte. Há quem se fixe nas ondas ou nos surfistas que as enfrentam. Há quem descanse a vista nas curvas das mulheres em biquíni.E há quem, como o arquitecto Miguel Figueira e o Surfista Eurico Gonçalves, veja mais além. A dupla, com o apoio de um grupo de pessoas ligadas ao mar e à Figueira da Foz, quer colocar o surf e o mar ao serviço do desenvolvimento da cidade. Para isso, defendem, é preciso travar a erosão da costa sul da Figueira e salvar a «onda» da cidade. «A protecção das ondas é a primeira fronteira de protecção da orla costeira, dissipando a energia que de outra forma se concentra com efeitos devastadores sobre o sistema dunar.» Dessa forma, será possível capitalizer um importante activo para a competiti vidade da cidade, o surf, « cujo potencial nunca foi aproveitado». A proposta passa pelo recurso a um “bypass” de areia para proteger o sul da erosão costeira e reactivar a «onda» do Cabedelo. «A cidade é descontínua, e no mar não é bem assim. Daí que as nossas propostas sejam sempre de integração: integração do mar como parte do território; do sul na cidade; das pessoas e das ideias. A cidade cresce na mesma medida em que consiga incorporar estas diferenças. Não é um acto de fé, é uma constatação de facto: uma cidade partida não é viável.».