quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Projecto CIDADE SURF @Convento do Beato


"Para Norte, pela A8, uma auto-estrada de surfistas que passa pela Ericeira, Peniche e Nazaré, chega-se à Figueira da Foz...

...O grupo quer pôr a Figueira no mapa mundial, porque há uma candidatura do Cabo Mondego a Reserva Mundial de Surf e porque a onda de Buarcos é considerada a “direita” mais longa da Europa.

Mas este grupo – onde há apoios de campeões do surf como Tiago Pires ou Kelly Slater, e de figuras públicas como Pedro Adão e Silva (politólogo), Gonçalo Cadilhe (cronista e escritor de viagens) ou Pedro Lima (ator) – tem um projeto global para a Figueira, chamado Cidade Surf que ultrapassa as fronteiras do desporto. Tudo porque o prolongamento do molhe alterou a dinâmica das areias no fundo do mar e a boa onda da Praia do Cabedelo, no sul da cidade, do outro lado da foz do Mondego, está seriamente ameaçada pela erosão."

"Virgílio Azevedo in - Revista Unica"



João Capucho, José Luis Biscaia, Pedro Mauricio Borges, António Pedro, Francisco Cipriano
Pedro Lima, Eurico Gonçalves, Gonçalo Cadilhe, Miguel Figueira, João Valente

"Na Figueira da Foz a salvação da onda do Cabedelo tornou-se questão política, a partir do momento em que começaram as obras no porto comercial e as condições naturais na zona ficaram ameaçadas. A comunidade local reagiu, nasceu o movimento SOS Cabedelo e hoje o projecto de desenvolvimento da cidade está traçado em função daquela que é uma das melhores direitas do país (onde ainda há bem pouco tempo houve uma prova organizada pela ASP, a FIFA do Surf).
A cidade virou-se ao mar. Como em todo o lado, há quem apareça na Figueira apenas para surfar e ir embora, mas um turista que queira ficar ali uns dias pode gastar "entre 80 e 100 euros por dia", explica Eurico Gonçalves, da SOS Cabedelo."

"in ionline - Filipe Duarte Santos e Sara Sanz Pinto, Publicado em 09 de Outubro de 2010 "

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Inovação marca encerramento do Movimento Milénio


Miguel Figueira...

"Pouco passava das 19:00 quando o Convento do Beato começou a receber os convidados para a cerimónia de encerramento do Movimento Milénio 2011. Promovida pelo Expresso e Millennium bcp e aberta ao público em Fevereiro do presente ano, a iniciativa que pôs mais uma vez em concurso as ideias e projectos inovadores dos portugueses terminou ontem, 06 de Dezembro, em tom de requinte.

Foi ao longo do delicioso jantar servido numa tenda montada dentro do próprio Convento do Beato que toda a acção decorreu. Num espaço equipado com um envolvente sistema de projecção de imagens, os já definidos vencedores da competição deste ano puderam apresentar os projectos que, pela sua originalidade e criatividade, foram merecedores de um prémio de 12 500 euros.

Stephanie de Matos foi a primeira a subir ao palco para apresentar o Voto Simplex, projecto vencedor da categoria Democracia que propõe novos meios para as pessoas votarem nas eleições de forma a reduzir a abstenção.

Logo de seguida foi a vez dos mentores da ideia vencedora da categoria Negócios cativarem a atenção dos presentes. Com a designação de InoCrowd, esta é uma plataforma digital que pretende ligar as empresas apostadas em inovar com a comunidade em geral.

Continuando na onda das apresentações, Miguel Figueira aproveitou a oportunidade para apresentar a “Cidade Surf”, projecto vencedor na categoria Cidades que tem a intenção de dinamizar a orla costeira da Figueira da Foz de forma a tornar as suas praias em grandes pólos do surf mundial.

Por último, o vencedor da categoria Consumo “Portable Cloud” teve também o seu momento de notoriedade dando a conhecer uma ideia que tem na sua génese a transformação da água em estado gasoso para o formato líquido.

Francisco Pinto Balsemão

Francisco Pinto Balsemão, Presidente do Grupo Impresa e protagonista do discurso de abertura da cerimónia, aproveitou a ocasião para colocar em destaque o valor de uma iniciativa que “abre janelas sobre o futuro” e cria condições para que a “sociedade civil se exprima e tenha um papel activo” na construção do futuro de Portugal. Apologista de uma “democracia mais participativa”, Balsemão apelou a que cada português passe a acreditar que “a sua iniciativa pode na realidade fazer a diferença”.

Partilhando das palavras proferidas por Pinto Balsemão, já no final do jantar Carlos Santos Ferreira deu por terminada a cerimónia com a crença efectiva de que “todos estes pequenos contributos valem a pena”. Quanto ao futuro, o Presidente Executivo do Millennium bcp confirmou que a iniciativa vai voltar em força no ano de 2012 “com mais pessoas, mais projectos e mais criatividade”.

"in Hard music"

Carlos Santos Ferreira

Reportagem - Cerimónia de encerramento do Movimento Milénio



O evento arrancou com uma intervenção de Francisco Pinto Balsemão, presidente do Grupo Impresa, cabendo a Carlos Santos Ferreira, presidente executivo do Millennium bcp as últimas palavras da noite.

Francisco Pinto Balsemão considerou cumprido o objetivo de “dar meios à sociedade civil para se libertar”, não ficando à espera que sejam “o Estado e os poderes estabelecidos” a solucionar todos os problemas.

Por sua vez, Carlos Santos Ferreira salientou a importância de iniciativas como esta, que procuram respostas para o futuro, afirmando que “todos estes pequenos contributos valem a pena”.

Nesta sessão os vencedores das quatro categorias da iniciativa tiveram também a oportunidade de voltar a apresentar os seus projetos perante 200 convidados.

Conheça também melhor os vencedores: “Voto Simplex”, de Stéphanie de Matos e André Cabrita na categoria Democracia, “InoCrowd”, de Soraya Gadit, Mário Lavado e João Moita em Negócios, “Cidade Surf“, de Miguel Figueira, Eurico Gonçalves e um grupo de cidadãos da Figueira da Foz em Cidades e, por fim, “Portable Cloud”, de Adalberto Rodrigues e Ricardo Barbosa Vicente em Consumo.



Montanhas e Ondas @Convento do Beato


"Os Alpes Suíços estão na base da cadeia de valor de importantes produtos à escala Europeia. As nossas ondas também têm esse potencial. Montanhas e ondas são únicas e irrepetíveis, dotadas de carácter e da vontade própria dos elementos naturais. Não são deslocalizáveis. E ainda assim a noção de valor que lhes está associada é manifestamente diferente. Nos sub-produtos guache e detergente é bem patente a diferença na ilustração do principal referente da imagem. A montanha está lá a onda não. Ainda que a onda seja explorada noutro tipo de produtos, como os da esfera do surf, o fundo do mar, que está na base da sua essência, continua ausente. Conseguimos imaginar, num futuro não muito distante, uma obra de protecção ou beneficiação de determinada onda de grande qualidade e no entanto sabemos que não vai ser fácil explicar aos responsáveis do programa de financiamento nem aos decisores políticos que a placa do programa de apoio terá que ficar no fundo do mar, nem que a cerimónia de inauguração implica fato completo - em neoprene. E mesmo que consigamos ultrapassar estes constrangimentos operacionais e até mesmo convencer a Troika de que estamos a apostar nos nossos recursos estratégicos, será que a senhora Merkel vai apoiar? Será que a senhora Merkel não nos vai acusar de deitar dinheiro ao mar? E o que sabe a senhora Merkel do Mar?"

Boa Onda @Convento do Beato


Artigo 66.º
(Ambiente e qualidade de vida)

1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.

2. Para assegurar o direito ao ambiente, no quadro de um desenvolvimento sustentável, incumbe ao Estado, por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos:

a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão;

b) Ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista uma correcta localização das actividades, um equilibrado desenvolvimento sócio-económico e a valorização da paisagem;

c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação de valores culturais de interesse histórico ou artístico;

d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais, salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica, com respeito pelo princípio da solidariedade entre gerações;

e) Promover, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano arquitectónico e da protecção das zonas históricas;

f) Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial;

g) Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente;

h) Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente e qualidade de vida.


"in Constituição da República Portuguesa"

Debater a cidade a partir do surf...

Homens da Luta, foto - Nuno Fox

Figueira da Foz Debater a cidade a partir do surf

"Começou em 2009 como SOS Cabedelo, um movimento de alerta para o fim da onda que ameaça a praia do Cabedelo, no sul da Figueira da Foz, devido à extensão do molhe norte do porto comercial em 400 metros. Ganhou projeção quando foi feito o maior logótipo humano da Europa no mar, com 215 surfistas a desenharem um SOS.

Depois conquistou apoios, credibilidade, e transformou-se num debate público sobre a cidade, as suas ambições, a sua identidade.

Hoje, através da Associação de Surf da Figueira da Foz, é um grupo que participa ativamente na discussão pública do Plano Estratégico da cidade e do Plano de Ordenamento da Orla Costeira. E dinamiza o Projeto Cidade Surf, “porque é uma questão de cidadania antes de ser uma questão do surf”, insiste o arquiteto Miguel Figueira, 42 anos, um dos líderes do projeto, que foi premiado recentemente no Movimento Milénio (uma iniciativa do Expresso e do BCP).

Uma das propostas do Cidade Surf é a construção de um pipeline que transporte a areia acumulada em excesso na Praia da Figueira, na margem norte, por efeito do molhe do porto comercial, para a praia do Cabedelo na margem sul, que está a encolher devido à erosão. “O porto é fundamental para o desenvolvimento da cidade”, reconhece Miguel Figueira, “mas analisámos se o surf era um ativo importante para a Figueira, para projetar a sua imagem, estudámos tudo, lemos o relatório do Ernâni Lopes sobre o hipercluster do mar”.

A proposta do pipeline, inspirada num projeto semelhante na cidade de Coollangata, na Austrália, “implica mais estudos”, mas a verdade é que as dragagens para manter o porto da Figueira ativo custam quatro milhões de euros por ano.

A onda do Cabedelo está em risco “porque fica numa zona muito periférica e desvalorizada da cidade, com bairros sociais problemáticos e estaleiros abandonados”, assinala Miguel Figueira.

Por isso, uma das propostas do Cidade Surf é a instalação de um teleférico que atravesse o Mondego e ligue o norte ao sul da Figueira da Foz."

"Virgílio Azevedo in - Revista Unica"


Projecto CIDADE SURF na Assembleia da Republica em 06/12/2011...

Deputado Hélder Sousa Silva questiona Sec. Estado do Mar 06/12/2011
e elogia o projecto CIDADE SURF aos 02:16m.