quarta-feira, 29 de maio de 2013

BIOESFERA.RTP2




sábado, 25 de maio de 2013

areia na engrenagem


No início da semana fomos recebidos pelo Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, no Ministério do Mar, em Lisboa. Fomos lá partilhar a nossa reflexão sobre o papel do mar e do surf no desenvolvimento local, mas sobretudo fomos lá denunciar o paradigma vigente de protecção costeira, fundado numa leitura do território feita de costas voltadas ao mar. Fomos recebidos por um homem do mar, com um percurso reconhecido e um trabalho ímpar neste desiderato do regresso do país ao mar. 
Deixámos no Ministério do Mar um saco de areia da nossa praia da claridade e a esperança no empenho do Dr. Manuel Pinto de Abreu para nos ajudar a devolvê-la ao mar.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

o surf e a menina da Galp

Questionados sobre a não inclusão de outras ondas no nosso contributo para a Estratégia Nacional para o Mar, respondemos aqui com a menina da Galp.




Quem não se lembra da menina da Galp? Linda como a reserva da Ericeira, de peito frondoso como a onda da Nazaré, com as curvas dos supertubos de Peniche e a perna longa a lembrar a direita de Buarcos... Alguma vez nos trouxe gás a casa? Alguma vez? Uma coisa são todas as ondas que a nossa costa nos oferece, a outra é a afirmação do surf na economia do mar e a formação do produto surf no quadro global. No surf, como no gás, o que importa é a forma de inscrição no imaginário colectivo. Evidenciar os atributos das nossas melhores ondas pode muito bem ser a via mais sustentável para defender o surf e o mar.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

contributo à Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020

Contributo endereçado à Participação no Processo de Consulta Pública da Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 (enm@dgpm.gov.pt). Aqui.  

Na Estratégia Nacional para o Mar (ENM) 2013-2020 o surf aparece entalado entre as suas principais ameaças: logo a seguir aos portos e mesmo antes das obras marítimas. Coincidência ou não, reflecte a realidade. Já na associação à náutica de recreio e aos cruzeiros de turismo, acreditamos que o desfasamento com a realidade seja bem mais nefasto à constituição do(s) produto(s). Conforme já tivemos oportunidade de esclarecer nos contributos ao Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) julgamos que aqui se deveriam separar definitivamente as águas: náutica de recreio e surf são produtos completamente distintos. Esta falha denota desde logo a necessidade urgente de aprofundamento sobre as realidades em causa, sob pena de se vir a prestar um mau serviço a ambas. A relação do surf com o mar é directa, a partir da praia como na arte-xávega; a da náutica de recreio é indirecta, a partir de um ancoradouro protegido como nos transportes marítimos. Os primeiros procuram a rebentação, os outros fogem dela.

O surf passou de omisso a confuso no espaço de poucos anos na diversa documentação institucional. Não obstante o facto de também neste documento termos notado a ausência de qualquer referência aos mais de 800Km de costa no continente e de quase uma dúzia de ilhas capazes de garantir condições de surf em 365 dias por ano, é sobretudo na eleição dos factores de competitividade que julgamos poder contribuir para o aprofundamento da ENM. Supostamente por se querer centrar nos factores de competitividade no mercado global o PENT apenas destaca três locais: Ericeira, Peniche e Nazaré. O POOC-OMG vem assinalar a existência de locais de reconhecido interesse internacional para os desportos de ondas, incluindo a Figueira na shortlist que goza de algum consenso na comunidade do surf. A ENM aparentemente recua, distinguindo apenas o caso de Peniche. Um recuo a dois níveis: primeiro porque apenas dintingue um local, e segundo porque abandona o quadro de referência global para se limitar ao do país. Passando de palco de um dos mais importantes eventos de surf no mundo (PENT) a capital da onda (ENM).

Na perspectiva de uma desejável cordenação horizontal e da clarificação na óptica do produto surf, julgamos urgente a clarificação dos factores de competitividade, bem como do quadro de referência respectivo. Assim, avançamos com a proposta centrada na qualidade distintiva das ondas no quadro de referência da Europa, porque estamos do lado da dimensão do valor próprio, não deslocalizável nem porventura refêm de marcas ou eventos, concorrendo a partir do continente onde somos líderes. Desta forma, em vez da segunda reserva de surf no mundo, passamos a ter a primeira na Europa e conseguimos ainda reinvendicar com toda a legitimidade a onda mais tubular, a mais alta e a mais comprida... em 150 km de costa (Ericeira, Peniche, Nazaré e Figueira, respectivamente), alinhando com o conceito da diversidade concentrada (PENT), evitando também a competição das regiões pelo surf, que só pode resultar em prejuízo para o produto e para o recurso que sustenta a oferta, as ondas.

NOTA: Juntámos ao nosso contributo a fotografia do João Bracourt caso surja a opotunidade do surf poder ilustrar a capa em algum dos anexos.

destaque no sagres surf culture 2013




Destaque do projecto CIDADESURF_





















quarta-feira, 17 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

@ Figueira TV 2013

 Figueira Tv aqui.

terça-feira, 2 de abril de 2013

desassoreamento vai avançar...

A notícia reporta-se ao desassoreamento do Rio Mondego em Coimbra e não ao da Praia da Claridade na Figueira da Foz, como gostaríamos. Mas há, ainda assim, motivos de regozijo: porque demonstra o valor da areia ao revelar que há interessados na sua compra, destacando a exemplaridade da intervenção que, por este facto, não tem custos para o erário público; e porque habilita uma autarquia, neste caso a Câmara Municipal de Coimbra, a assumir o papel de dono da obra avançando com esta intervenção da competência da administração central. Não obstante, colocam-se-nos duas questões: a primeira, de ordem prática, é a da legitimidade da venda da areia em Coimbra, que se não estivesse artificialmente ali retida estaria a ajudar a reposição natural das praias a sul do Mondego, cuja proteção nos irá custar muitos milhões; a segunda, de natureza mais prosaica, leva-nos a indagar porque razão não explora a Câmara Municipal da Figueira da Foz a mesma possibilidade de actuação concertada com a Sra. Ministra para usar a areia do norte para proteger o sul da erosão e devolver O MAR À CIDADE.

quarta-feira, 27 de março de 2013

stop the invasion @ Cabedelo


terça-feira, 26 de março de 2013

beachcam

Ler mais e ver as fotos aqui.

domingo, 24 de março de 2013

surftotal

Ler mais e ver as fotos aqui.

sábado, 23 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

Miguel Amaral vs Steve Jobs

Não se trata naturalmente de um frente a frente sério, sendo certo que o segundo já não estará em condições de responder ao primeiro... Se o pudesse fazer, como CEO de uma empresa com uma facturação superior ao nosso PIB nacional, diria certamente que a recente campanha do mini iPad aproveita muito bem esta onda positiva em torno do surf para vender um produto que nem para andar na água serve. Independentemente das razões que invoca o Clube Náutico, que a nós não nos compete rebater, parece-nos que mais uma vez aqui se anda a confundir a beira da estrada com a estrada da beira... porque não será a dimensão desportiva aquela que aqui estará em causa. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

ubiquidade

domingo, 3 de março de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

gregos e troianos


Em 2010 no seminário organizado pelo SOS Cabedelo que marcou em Portugal o início do debate sobre o papel do surf para além da dimensão desportiva, Pedro Adão e Silva sublinhou a importância do momento mas não deixou de notar que a esmagadora maioria dos oradores eram do mundo do surf... Portanto, advogados em causa própria. Não será esse seguramente o caso do Dr. Joaquim Gil e de tantos outros que hoje reiteradamente trazem o surf à praça pública, enriquecendo o debate que será tanto mais importante quanto mais plural, para que seja verdadeiramente útil na (re)construção da cidade. O que não deixa de ser curioso é o facto do jornal As Beiras, poucos dias após o artigo de opinião do Dr. Joaquim Gil sobre o projecto CIDADESURF, noticiar o afastamento de três associações ligadas aos desportos de mar. Percebe-se claramente que nada disto tem que ver com qualquer tipo de questão pessoal entre as partes referidas. Não temos qualquer dúvida de que se trata de uma bizarra coincidência, ainda que porventura ilustrativa de uma certa tendência destes desportos para a auto-exclusão. Este não é um tema novo mas antes o vício recorrente alimentado pelas disputas individuais que, por serem tão próprias destas modalidades, são encaradas num quadro de uma normalidade aceitável. O que se lamenta é a forma inócua que resulta da exploração do espaço mediático conquistado com outro propósito, não se vislumbrando qual o contributo que estas associações querem trazer ao processo. 
Uma coisa é certa: o caminho é hoje mais claro do que alguma vez poderia ter sido e continuará a ser seguido com verdade, sustentado na vontade de todos os que nele se vêem representados e nunca apoiado em qualquer conluio associativo, ou até mesmo num legítimo sistema partidário. Porque foi desta forma que nos comprometemos com este processo e com o conjunto de cidadãos que muito nos honram com o seu apoio. Continuaremos por este caminho centrados na promoção do debate plural e esclarecedor, aceitando com toda a certeza que não iremos agradar a gregos e a troianos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

a sustentabilidade, as galinhas e a broa

Entrega do prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte ao arquiteto Miguel Figueira no dia 18 Fevereiro, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa.

AICA/SEC/Millennium BCP 2011

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

os alemães, o americano, o inglês e os portugueses

Desde 1945 persiste a dúvida sobre as bombas da Nazaré. Nunca se esclareceu se o submarino alemão U-963 que foi afundado junto ao canhão pela própria tripulação estava ou não armado. Uma coisa parece certa: o conhecimento dos alemães daquele lugar, onde a curta distância de terra se encontra um vale submarino tão profundo, ideal para a tripulação ficar a salvo e o segredo ficar guardado. Há muito que as gentes da Nazaré sabem da existência daquele lugar, no mundo do surf também não é propriamente uma novidade, o que é curioso é que tenha sido um americano a mostrar ao mundo que afinal há mesmo bombas na Nazaré. Não que tenha sido tarefa fácil, nem foi conseguido do dia para a noite, obrigou a trabalho, planeamento, organização e investimento. Desconheço se o investimento chegou antes ou depois do americano, mas não tenho qualquer dúvida que sem ele não tínhamos hoje a Nazaré na capa do The Times. Sem o investimento ninguém sabia das bombas na Nazaré. De entre as longas direitas da baía de Buarcos, uma das mais apreciadas é conhecida como a Mina. O nome tem naturalmente que ver com a proximidade com as minas do Cabo Mondego, cuja construção resultou do investimento para a exploração do carvão mineral até ao séc. XX, depois de esgotada a camada superficial que terá sido entregue a um Inglês em meados do séc. XVIII. O que poucos sabem é que na mina também há ouro, sabemo-lo nós os surfistas, locais e estrangeiros, que dele temos tido o privilégio de disfrutar. Um filão de qualidade reconhecida internacionalmente, que será um recurso inesgotável se o soubermos preservar. Também sabemos o que falta, sabemos que falta hoje o que sempre faltou: o investimento e se calhar um australiano para variar, já que em nós, os portugueses, parece que ninguém vai querer investir. 

global surf cities conference 2013

Na sequência do convite que nos foi endereçado para apresentar uma comunicação do projecto CIDADESURF na Global Conference Surf Cities Conference, na Gold Coast, Australia, de 28 de Fevereiro a 1 de Março de 2013, solicitámos apoio com a deslocação e fees de inscrição à Camara Municipal da Figueira da Foz e à Região de Turismo do Centro, na convicção que o aprofundamento deste relacionamento internacional é do interesse da cidade e da região. Eurico Gonçalves e Miguel Figueira são, até ao momento, os únicos representantes nacionais confirmados para este prestigiante evento internacional com forte envolvimento institucional e da indústria do surf, que antecede a primeira prova do ano do circuito mundial da modalidade.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Peniche vs Leixões e o futuro da Figueira

A aposta do Plano Nacional Estratégico de Turismo (PENT) nos cruzeiros, consagrada no produto turismo náutico, rendeu à região norte cinco milhões de euros. A revisão em curso do PENT introduz o surf neste produto e, portanto, vai juntar os ganhos do Rip Curl Pro de Peniche - a prova do circuito mundial de surf que rendeu quase oito milhões de euros. Em Leixões durante todo o ano entraram 76 mil visitantes pelo porto agora preparado para receber os cruzeiros; em Peniche no espaço de poucos dias entraram pela praia de supertubos 130 mil. Diferença maior encontramos nos custos de investimento, onde os 21 milhões gastos em Leixões permitiriam garantir o financiamento total da prova de Peniche por mais de uma década, prova que em 2012 custou 1,6 milhões de euros. Mas mesmo que no tempo os custos fossem equivalentes Peniche manteria a liderança, com o dobro de receita diária por cada estrangeiro em solo nacional. Na Figueira da Foz, porque não há dinheiro e enquanto não chegam os cruzeiros, talvez faça sentido investir no surf.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

sintético

Depois da natação ter conseguido umas tantas piscinas,a vela e o ténis beneficiarem da requalificação da envolvente do Forte de Santa Catarina, temos agora um campo sintético para o futebol... E nós, vamos continuar no lado de lá abandonados à nossa sorte? Ao nosso lado nunca chegou a reabilitação, nem a atenção, nem a vontade. Naquele lado nem direito temos à luz.
Sobre o campo sintético - “Esta obra é, acima de tudo, o cumprimento do dever de uma autarquia de dotar a sede de concelho de equipamentos que promovam o desporto, e os seus praticantes, de uma forma digna”, refere João Ataíde.

esquerda e direita

À esquerda os deputados, preocupados com a erosão a sul, querem apressar a construção de dois paredões para que o mar não leve o resto da areia, à direita os pescadores queixam-se porque a barra está assoreada. Nós que andamos aqui a pregar aos peixinhos acreditamos que um BYPASS até dava jeito, uma vez que permitiria a passagem da areia a mais a norte, para sul onde está a fazer falta. Mas se calhar isto é mais uma daquelas coisas entre a esquerda e a direita... Talvez não venham a ser as dificuldades tecnológicas, operacionais ou de qualquer outra natureza a comprometer a possibilidade do BYPASS, mas antes a urgência de atacar o problema com betão, diligentemente armado, por homens bem intencionados nos dois lados da bancada.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

uma agulha no palheiro do POOC


Finalmente conseguimos encontrar uma referência "às excelentes condições para os desportos de mar e ondas..." e ainda o destaque "... locais reconhecidos internacionalmente para a sua prática". Está no quadro 6-FCD3 Economia da zona costeira, Fase 1 - Definição de âmbito da Avaliação Ambiental do POOC-OMG, com data de Novembro passado, que só agora tivemos conhecimento. Falta saber se os técnicos vão identificar os locais reconhecidos internacionalmente e se o vão fazer no sitio certo.
Subsiste portanto a dúvida relativa à inscrição das ondas que fazem parte da candidatura do Cabo Mondego ao programa World Surfing Reserves. Na ausência desta clarificação continuamos a depender do juízo dos técnicos que, com a chancela universitária, ainda podem considerar a zona pouco aconselhável por causa das rochas, inscrevendo para os próximos dez anos o mesmo disparate que já ouvimos da boca de outros técnicos não menos qualificados.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

air PASS

Esta solução por via aérea usando a força do vento, para  repor a circulação das areias para sul, até poderia ser uma alternativa ao BYPASS - o sistema de transferência mecânica para reposição da deriva litoral que defendemos. Não fosse o agravamento das dragagens da barra, até seria uma solução mais amiga do ambiente... Será que alguém se esqueceu de fechar a porta de trás ou somos nós que estamos a fazer mal as contas? Qual será o impacto do transporte por acção do vento na dragagem da barra agora que a extensão da praia aumentou significativamente?

surf's up ?



Assunção Cristas e Pitta e Cunha já incorporaram o surf nos seus discursos sobre o mar, falta agora aprofundar o tema. Oxalá não perguntem a algum assessor... Oxalá mandem alguém à praia.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

contributo à revisão do PENT

Contributo endereçado à revisão do PENT no horizonte de 2015, no âmbito da consulta pública em curso. Aqui.


Sendo certo o consenso sobre a diversidade concentrada na proposta de valores essenciais e ativação da marca «Destino Portugal», não se percebe que todos os indicadores e propostas sejam divididos numa lógica regional. Nesta metodologia de trabalho conseguimos parâmetros de aferição vários sobre os que vêm e para onde vêm, mas não percebemos ao que vêm. Julgamos que será este o calcanhar de Aquiles desta proposta que falha na clarificação da oferta nacional centrada no produto. 
Naturalmente que no produto estadias de curta duração em cidade a abordagem que defendemos não fará muito sentido, já nos produtos gastronomia e vinhos, ou no surf, facilmente se percebe que a diversidade é fundamental para qualificar a oferta e contribuir para a duração da estadia. Mesmo no sol e mar também a possibilidade de juntar à tranquilidade do mediterrâneo a magnitude do atlântico nos parece a via mais sustentável para a valorização de uma oferta que dificilmente conseguirá contrariar a preferência dos países da bacia do Mediterrâneo, como a Turquia (líder neste ranking), em detrimento dos destinos tradicionais como Portugal. Por muito apetecível que seja este produto parece-nos difícil a competição entre um país claramente mediterrânico com um país sobretudo atlântico, quando os factores de competitividade não aprofundam os nossos valores distintivos. 

É no entanto ao atlântico que a revisão do PENT vai buscar a primeira novidade: inscrição do segmento surfing no produto turismo náutico. Uma evolução muito positiva ainda que este avanço possa não ser suficiente para a afirmação deste segmento emergente. Apesar do mérito que reconhecemos com esta entrada, encontramos falhas graves na constituição do produto, na identificação dos factores de competitividade e ainda na estruturação da oferta. Acreditamos que estas só não vão condicionar o bom desempenho no sector porque aqui a qualidade do recurso continuará a servir a oferta, resistindo mesmo ao pior desempenho da administração central, como se tem verificado até ao presente. 

Sobre a constituição do produto, para além da substituição da designação de surfing por surf, por uma questão básica de credibilidade, há que separar definitivamente as águas: náutica de recreio e surf são produtos completamente distintos. A ligação à gastronomia e vinhos de cada um destes produtos será certamente mais forte do que as afinidades entre si. A falha nesta associação denota desde logo a necessidade urgente de aprofundamento sobre as realidades em causa, sob pena de se vir a prestar um mau serviço a ambas. A relação do surf com o mar é directa, a partir da praia como na arte-xávega, a da náutica de recreio é indirecta, a partir de um ancoradouro protegido como nos transportes marítimos. Os primeiros procuram a rebentação os outros fogem dela. 

Na identificação dos factores de competitividade a primeira falha é a ausência de qualquer referência aos mais de 800Km de costa no continente e de quase uma dúzia de ilhas capazes de garantir condições de surf em 365 dias por ano. A segunda é a falha resultante da persistência no erro fundado numa procura generalista, que orienta o produto para os destinos consolidados, ignorando o juízo da comunidade do surf. Não nos oferece qualquer dúvida quanto à inscrição da Ericeira, Peniche ou a Nazaré nos destinos que deverão puxar pelo todo nacional, mas não podemos esconder a nossa perplexidade com a ausência da onda (direita) mais comprida do continente europeu (talvez a mais comprida do mundo, destacada num recente artigo da prestigiada revista The Surfer's Journal), na baía de Buarcos, na Figueira da Foz. Tratando-se de um produto que se baseia num activo cujo impacto da procura pode resultar numa não desejada saturação, eventualmente comprometendo a qualidade da oferta, não fará qualquer sentido excluir qualquer onda de reconhecida qualidade internacional no grupo de destaque, nem negligenciar o valor do conjunto da nossa costa. 

A estruturação da oferta por regiões, no produto surf, é contraproducente com o objectivo da sua afirmação no mercado global. Quem procura o surf no nosso país, não procura a região mas sim a A8 até à Figueira da Foz - a autoestrada dos surfistas como lhe chamou Virgílio Azevedo em "O país que vai na onda", na Revista Única, em 2/12/2011. No surf, como no montanhismo, o que se procura sempre é coleccionar picos, subir aos mais altos dos cinco continentes e não subir cinco vezes o mesmo, ainda que seja o Everest. O país que o Financial Times reconhece como destino de surf na Europa, que tem em 150km de costa a primeira reserva mundial de surf e a segunda prova do WCT, assim como ondas entre as maiores e as mais longas em todo o globo, pode e deve erguer a bandeira da diversidade concentrada, evitando também a competição das regiões pelo surf que só pode resultar em prejuízo para o produto e para o recurso que sustenta a oferta, as ondas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CIDADESURF @ jornal Público


Miguel Figueira, em entrevista ao Público, sublinha a necessidade de lançar no país a discussão sobre o papel do mar nas cidades. Sobre o concurso para a praia da Figueira da Foz questiona: "Que legitimidade tem a cidade para propor um concurso para o aproveitamento do areal, quando a areia pertence ao mar e não à cidade?". Diz ainda que tem de aproveitar este prémio da AICA para não deixar morrer a discussão. A ver se desta não se morre na praia...



sábado, 12 de janeiro de 2013

opiniões

O Campeão das Províncias destaca Miguel Figueira como a figura da semana, já Rui Curado, em As Beiras, afirma que será "a personalidade do ano do concelho da Figueira". O jornal Público coloca o arquitecto do SOS Cabedelo à frente de André Villas-Boas, que também está a atravessar um bom momento. No país do futebol não deixa de ser gratificante ver o surf à frente. Afinal também temos Mar.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

desenhar com todos para todos

Miguel Figueira em entrevista ao jornal O Figueirense, 28/12/2012: "Defendo a arquitectura do lado da prossecução do interesse da comunidade, em cada território. Tanto em Montemor-o-Velho como no projecto Cidade Surf o lema é desenhar com todos para todos, a partir do serviço público e dos movimentos de cidadãos."

Destaque do jornal Aurinegra para o envolvimento de Miguel Figueira com o movimento cívico SOS Cabedelo na edição de 11/01/2013.

sábado, 5 de janeiro de 2013

2013, desejos por cumprir

Em 2009 desejámos outra SORTE.
Fizemos o maior logotipo humano no lugar de uma onda, de grande valor para a comunidade global do surf, face à ameaça do prolongamento dos molhes do Porto Comercial.






















Em 2010 desejámos a LIGAÇÃO da cidade ao seu sul 
Promovemos o debate sobre o abandono do sul da cidade e ficámos sem resposta à nossa proposta.























Em 2010 desejámos LUZ no molhe sul 
A sugestão apresentada foi formalizada com a entrega do projecto técnico em 2011 aos serviços técnicos da autarquia que certamente o terão bem guardado na gaveta das boas intenções.













Em 2011 desejámos uma INCUBADORA para apoiar o desenvolvimento desportivo e económico na fileira do surf.
Solicitámos a cedência de um hangar no Cabedelo que até à data se mantém abandonado.  A administração do Porto Comercial deixou morrer o assunto e a Autarquia aproveitou a sintonia. 






















Em 2011 desejámos o BYPASS
Vencemos o prémio MovimentoMilénio com uma proposta que previa a possibilidade da transferência mecânica da areia de norte para sul, repondo a deriva litoral, recuperando a onda do Cabedelo e protegendo o sul da erosão. O mesmo sistema que há mais de uma década funciona com a mesma finalidade em Collangata, Austália.





















Em 2012 desejámos o regresso de O MAR À CIDADE
Fomos distinguidos no concurso público de ideias para a praia frente de mar com o projecto apresentado em 2011, que com a tecnologia da transferência artificial das areias, avançava na sustentabilidade do bypass, quer na protecção da erosão costeira a sul, quer na valorização da principal frente urbana da cidade.






















Em 2013 desejamos que não comprometam o FUTURO
Se em 2013 tudo continuar por fazer, por falta de orçamento, de iniciativa, de motivação, ou até de um outro qualquer motivo porventura legitimo, que não se deixe de desejar uma cidade melhor. 

Para este novo ano lembramos que falta inscrever no POOC:
  • A correcta identificação das ondas com o destaque das inscritas na candidatura do Cabo Mondego ao World Surfing Reserves e a necessária revisão do processo face ao reconhecimento deste importante activo do território.
  • A eliminação definitiva do cenário que mantém em aberto a possibilidade de quebra-mares destacados em Buarcos, atentando contra os habitas naturais ali existentes e aquela que é conhecida como a onda mais comprida do continente Europeu.
  • A inscrição da possibilidade da transferência artificial da deriva litoral nos cenários de protecção costeira, com a devida ponderação do impacto na erosão até ao canhão da Nazaré e a valorização da principal frente urbana em toda a extensão do plano Ovar-Marinha Grande.

Será em 2013 que vamos começar a decidir a cidade que queremos ou será que vamos continuar  com a que merecemos ?























Oxalá seja este um bom ano.





quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

AICA on-line




sábado, 29 de dezembro de 2012

Miguel Figueira distinguido com o prémio AICA

O coordenador técnico das propostas que o movimento SOS Cabedelo tem vindo a apresentar à cidade, na Figueira da Foz, foi distinguido com o prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte - prémio AICA 2011. Trata-se de um importante prémio que distingue anualmente um artista plástico e um arquitecto cujo percurso profissional “seja considerado relevante pela crítica, e cujo trabalho tenha estado particularmente em foco no ano a que diga respeito”.

@ As Beiras 27.12.2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

cidades e território



"... aquilo que me vem desiludindo é que hoje, nos novos planos, não se percebe qual é a ideia de cidade..."  Miguel Figueira @ As Beiras em 10.12.2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

surftotal awards 2012

"o sucesso (do desenvolvimento integrado do surf e dos seus territórios) dependerá do bom funcionamento em rede, que terá de integrar a excelência da reserva mundial de surf da Ericeira, o sucesso da prova do circuito mundial de surf em Peniche, a dimensão da onda da Nazaré, e a qualidade das ondas do Cabo Mondego"
@ A Voz da Figueira em 5.12.2012




Jorge Antunes Barroso, João Ataíde e António José Correia, autarcas de Nazaré, Figueira da Foz e Peniche, respectivamente.
fotografia Vitor Estrelinha @ nazarewallpapers.blogspot

@ CEMAR

Carlos Monteiro, Vice-Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, e João Maria Ribeiro Reigota, Presidente da Câmara Municipal de Mira, na homenagem ao Capitão João Pereira Mano (1914-2012) no dia 30 de Novembro de 2012 na Aula do ABCD-Arquivo Biblioteca e Centro de Documentação do CEMAR, na Figueira da Foz (Buarcos). Entre os presentes na homenagem à memória do maior historiador naval da região da Foz do Mondego, no dia 30 de Novembro de 2012, membros da sua família, e uma representação de Mira e da Praia de Mira (com a Vereadora da Cultura da CMM, o Poeta João Nogueira, Mestre Alcino Clemente, etc.), e também da Figueira da Foz, com, entre outros, Eurico Gonçalves e o Arq. Miguel Figueira (SOS Cabedelo).

@ A Voz da Figueira em 5.12.2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

POOC amnésia



Na reunião do passado dia 15 de Novembro ficámos a saber, pelos responsáveis da revisão do POOC, que o momento para o aprofundamento da reflexão sobre o nosso contributo já não é oportuno... Curiosamente somos informados desse facto pelo representante da equipe técnica que também integrou o júri do concurso público para a frente de mar da Figueira da Foz e Buarcos e que assistiu à apresentação e discussão pública nas filas da frente.
O video regista o momento em que nos dirigimos aos representantes do POOC a reiterar a inclusão do nosso contributo, oportunamente submetido em Novembro do ano passado.







temos ONGA

imagem @ SURFPORTUGALlink SURFTOTAL

Desde a sua fundação como movimento cívico, no inverno de 2002/2003, a SOS Salvem O Surf teve como ambição obter o estatuto de Organização Não-Governamental de Ambiente (ONGA). Após um longo processo burocrático, a direção da SOS concretizou esse sonho ao receber da Agência Portuguesa do Ambiente a confirmação do grau de Organização Não Governamental equiparada a ONGA.
Na prática, a partir de agora a SOS passa a ter maior autoridade junto das instituições e autoridades competentes para exigir a consulta de projectos costeiros que possam ter influência nas nossas ondas.
Pedro Bicudo, presidente da SOS, sublinha que «a direção da SOS agradece a todos aqueles que de alguma forma contribuíram para o concretizar desta importante meta. Esta é uma notícia que nos deixa a todos felizes e certamente contribuirá para o desenvolvimento sustentado dos desportos de ondas em Portugal».

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SOS salvem o surf apoia SOSCabededelo Figueira da Foz

"A SOS salvem o surf decidiu, na reuniao da direcção de 27 de Novembro, aconselhar a comunidade a votar na SOS Cabedelo / Figueira da Foz para as SURTOTAL awards. A Figueira da Foz, Portugal e o mundo, correm o risco de perder a onda mais longa da Europa, a onda de Buarcos, devido ao novo POOC..."

Comunicado da SOS salvem o surf