quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Um ano depois

Pedro Agostinho Cruz, Praia da Cova, 6.1.2018

Um ano após a audiência do movimento cívico SOS Cabedelo na Comissão Parlamentar do Ambiente, de onde resultou a recomendação para que o Governo tomasse medidas no âmbito da proteção da orla costeira e da segurança de pessoas e bens e que desenvolvesse, com caráter de urgência, ações de transposição sedimentar nas barras da Figueira da Foz e Aveiro, o nosso desejo e a vontade expressa no voto dos deputados na Assembleia da República em 10.3.2017 continuam por cumprir.

O Governo deixou terminar 2017 e o prazo previsto na Resolução da Assembleia da República nº 64/2017 sem apresentar qualquer estudo que avaliasse a implementação do bypass na entrada do porto da Figueira da Foz ou, se o fez, não o divulgou como tinha sido recomendado. Os estudos de viabilidade recomendados pelo Grupo de Trabalho para o Litoral para o sistema de transposição sedimentar nas barras da Figueira da Foz e Aveiro, em Dezembro de 2014 e inscritos no Programa da Orla Costeira, publicado em Agosto de 2017, continuam por fazer, enquanto a praia a norte cresce, a sul diminui e na barra se agrava a segurança da navegação. As sondagens para o aprofundamento da barra prosseguem sem que o estudo da transposição de sedimentos avance, validando a tese de uma fuga-para-a-frente, sem qualquer preocupação com a viabilidade do porto a prazo. Assistimos, ainda, impotentes à perda da capacidade resiliente necessária ao bom funcionamento da barra com a saturação da baía a norte, à perda do mar na cidade e à perda da praia no sul.

Sobre a recomendação da inscrição transposição sedimentar dos valores estimados da deriva litoral, a implementação da infraestrutura para o sistema de transposição e o aproveitamento de sedimentos em fim de ciclo, nos instrumentos de planeamento, programas, planos de ação e plano anual para o litoral, pouco sabemos porque a informação é escassa. O próprio Plano de Ação Litoral XXI para 2018, amplamente noticiado, não se encontra disponível para consulta. Sabemos, no entanto, que as verbas negociadas com a Comissão Europeia para a “reposição do equilíbrio da dinâmica sedimentar”- POSEUR, estão a financiar ações que nos afastam desse objectivo na medida em que, com a extração de sedimentos da praia submersa, promovem o agravamento do deficit sedimentar. Contradição esta que continuámos a assistir em 2017 na empreitada "Reconstituição do Cordão Dunar no Cabedelo, a Norte da Praia da Leirosa e a Norte da Praia da Vagueira" e que obrigou à denúncia junto da Comissão Europeia.

O alerta sobre o agravamento do deficit sedimentar por via das ripagens de areia efectuadas na praia da Cova, oportunamente denunciadas em Maio de 2015, o destaque na reportagem do programa Biosfera, RTP2, em Fevereiro de 2016, as explicações prestadas sobre este caso em concreto na Comissão Comissão Parlamentar do Ambiente em Janeiro de 2017, não impediram a Agência Portuguesa do Ambiente de continuar com a extração de sedimentos na praia submersa em áreas com forte impacto erosivo. O anúncio da intervenção com carácter de urgência pelo Sr. Ministro do Ambiente em Janeiro de 2018 na praia da Cova é esclarecedor quanto ao resultado de tantos milhões de euros mal investidos.

Independentemente da necessidade de uma ação imediata na praia da Cova, importa perceber como irá esta ser feita: se voltamos à obra pesada com o alibi da urgência, se vamos voltar às ripagens ou se avançamos para o aproveitamento de sedimentos em fim de ciclo provenientes da praia a norte da barra. Importa também saber se a transferência anunciada de um milhão de metros cúbicos, do lado norte para o lado sul da barra da Figueira da Foz, é para repetir todos os anos, com o recuo da linha de costa a norte da barra, como é proposto na Resolução da Assembleia da República nº 64/2017, ou se serve apenas o imediato, adiando o problema. Mas sobretudo importa saber qual o novo prazo para o cumprimento das recomendações de carácter urgente que o Governo ignorou.

Hoje, um ano depois da nossa audiência na Comissão Parlamentar do Ambiente,  não estamos na mesma; estamos muito pior. Agravou-se o equilíbrio sedimentar, com os milhares de metros cúbicos de areia que o mar arrastou, sem esforço, enquanto esperávamos pela resposta do Governo. Continuará a agravar-se a cada dia que passa.

A defesa do BYPASS

"…sobre esta matéria, existe um movimento cívico, o SOS Cabedelo, que vem reivindicando a solução por BYPASS, ou seja, a transposição artificial (mecânica) das areias, repondo a deriva que está impedida pela existência do porto e nomeadamente do molhe norte."

A Voz da Figueira, 10.1.8018


A solução

“Isto resolve-se com a praia da Figueira. Lá temos o volume de areia que permite fazer a reposição”, garante [Miguel Figueira], defendendo uma solução que passe pelo bypass, ou seja, que permita que haja uma transposição artificial de areia, visto que o curso natural é impedido pela existência do porto – no caso desta zona, entre o norte da Figueira da Foz e o sul.

6.1.2018 Público 


sábado, 6 de janeiro de 2018

Urgência

"Temos urgência em retirar a areia da praia da Figueira e pô-la a defender as nossas praias do sul. Esta é a única solução", defendeu Eurico Gonçalves, do Movimento SOS Cabedelo. 

6.1.2018 as Beiras


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A calamidade anunciada

5.1.2018 Diário de Coimbra

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Gentrificação - do Cabedelo à pequena Tróia

Chama-se gentrificação (do inglês gentrification) ao fenómeno que afeta uma região ou lugar pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou a construção de novos edifícios, valorizando o lugar e afetando a população de baixos recursos. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos usufrutuários no local cuja realidade foi alterada.

Adaptado de Wikipédia


Notícia em As Beiras onde o Presidente da Autarquia revela a intenção de querer fazer do Cabedelo "uma pequena Tróia". 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Aproveitem para fazer já as sondagens do BYPASS !!!

Porque não aproveitam para fazer também as sondagens do Bypass? Com pouco mais podemos avançar muito, a não ser que seja demasiado para aqueles que, sem qualquer fundamentação, continuam a afirmar que o Bypass é caro. Uma coisa é certa: sem o Bypass o aprofundamento do canal de navegação é mais um buraco para o mar encher de areia. Um buraco que, segundo a notícia, poderá oscilar entre os 35 e os 40 milhões de euros…

As Beiras em 3/11/2017 com montagem de fotografia da plataforma das sondagens a operar no canal de navegação.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Aplauso!!!


sábado, 7 de outubro de 2017

Porque não avança o BYPASS?

Dois anos depois tudo na mesma: a areia continua a acumular na frente da barra comprometendo a segurança na circulação.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

BYPASS JÁ!

"E como na anterior sessão, também organizada pela Associação Figueira Viva, a estrela da noite foi o porto da Figueira e o "BYPASS"

Bela Coutinho in Diário de Coimbra 29/09/2017.



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

À espera do Bypass...

26 de Setembro de 2017 no Diário de Coimbra





quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O vencedor (do debate)

"O vencedor (do debate) foi... o bypass de areias sob o Mondego."
Daniel Santos


Link para vídeo.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Denúncia

À Comissão Europeia em 19.9.2017, com conhecimento da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.

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Following the responses of the Portuguese Government to the MPs, Jorge Costa, José Manuel Pureza and Pedro Soares, and the few elements of the project made available at their request, we would like to add to our report from May 24th 2017 the following information:

To the present date the National Agency for Environment (APA) and the office of the Operational Programme for Sustainability and Efficiency in the Use of Resources (POSEUR) did not disclose the afor mentioned project, despite of our several requests. On June 6th 2017 we reported to the Commission for the Accessibility of Administrative Documents (CADA) the lack of reply. However no reply was given by the commission either.

The ongoing construction has been suspended during the summer holidays. Nevertheless, neither legal announcement could be seen at the work site nor publicity with the mandatory information, going against specific regulation for projects funded by the EU.

The response of the Government to the MPs is not fully supported. Relevant information is omitted, or contradicts other documentation referred, such as:

  • Portuguese Government denies the intention of building a concrete wall at the sea front, although this has been planned for the beach of Cabedelo;
  • Portuguese Government denies the intention of sand mining at the beaches, although this has been planned for Cabedelo, Leirosa and Vagueira, is a common practice among APA projects and has already been carried out at one of the sites - HTTPS://VIMEO.COM/217989415.
The information that came to our knowledge is worrying. Beside the aggravation of the sedimentary deficit by sand mining there has been an attempt to oppose the sea with artificial, costly and inefficient elements, whereas the official plan (POC) for this area only predicts the beach nourishment with sand from the north side of the harbor pier that interrupts the natural drift of sand. One can conclude that EU funds are being used against the strategy that should be followed.

Despite the official recognition in POC of the surf quality at Cabedelo and the commitment to the protection of the submerged beach, the Portuguese Government is destroying the beach, claiming on no grounds that the waves will not suffer any impact. This attitude reveals a carelessness and profound ignorance on the sand dynamics and its role in the sustainability of the submerged beach, where the waves are formed thus promoting the dissipation of the energy at a safe distance from shore, therefore preventing its erosion.

The Portuguese Government does not support its statements in the enrolled strategy, the scientific community formal reports (GTL), National coastal program actions (POC), European funding program goals (POSEUR), or in common sense. In fact, it is hard to understand why the Government stands for sand balance in parliament and continues to allow sand mining on the beach.

When questioned about sediment balancing actions, the Government only refered to the intention for a singular transfer of sand and the ongoing study for the use of offshore sand reserves. By doing this, the urge for a permanent sand transposition of man made obstacles (bypass) was completely ignored. We stress that both scientific community recommendations and official programs consider the bypass of utter most importance for the sustainability of the coastal protection based on sedimentary balance.

The Portuguese Government has often mistaken singular transposition (shots) with continuous transposition of the sand drift along the shore (sand bypassing) in an irresponsible manner. This attitude, promotes the depletion of financial EU resources originally intended to implement long term solutions for the coastal protection and the mitigation of climate change effects upon the shore.
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Património

As ondas do Cabo Mondego, entre a Murtinheira e o Cabedelo, na Figueira da Foz, estão formalmente consagradas como ondas com especial valor para a prática dos desportos de deslize - Nível I, no Programa da Orla Costeira (POC) Ovar - Marinha Grande, publicado no passado dia 10 de Agosto. Trata-se da primeira área em Portugal a ser reconhecida ao nível do Ordenamento do Território.

in Diário de Coimbra
Notícia em SURFTOTAL
Notícia em BEACHCAM
POC-OMG 2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Figueira Debate Cidade

Miguel Figueira no ciclo "Debater a Figueira" promovido pela FigueiraViva-IPSS e com o tema: Pensar na Cidade - O Presente e o Futuro da Figueira da Foz. 31/Maio/2017



Opinião de Teontónio Cavaco em As Beiras.

sábado, 3 de junho de 2017

Figueira Pro

Entrevista com Tiago Pires, Miguel Figueira e Eurico Gonçalves.

 

"…a onda do Cabedelo é uma das melhores ondas de Portugal. Temos muita sorte em que a liga passe por aqui novamente porque é sempre uma grande dádiva poder surfar ondas perfeitas em competição. Temos todos muito a ganhar em voltar aqui à Figueira e eu estou super contente de poder estar a disputar baterias aqui nesta onda maravilhosa…" 

Tiago Pires

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Flagrante DELITO.



As verbas comunitárias destinadas a promover o equilíbrio da dinâmica sedimentar afinal estão a financiar o agravamento do deficit e a destruição da praia submersa, a primeira defesa da nossa costa.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Areia na engrenagem.