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terça-feira, 1 de junho de 2021

Betonar a praia


Oportunamente denunciámos a legalização, por via da alteração ao Plano de Praia do Cabedelo, de mais edificação na frente sobre o mar. Pareceu-nos na altura, e continua a parecer agora, que não faz sentido a substituição de edificações existentes localizadas em espaço urbano, por novas em espaço natural, onde a capacidade resiliente deveria ser salvaguardada.

Na "Praça do Cabedelo" o que está em causa não é se o lugar deve ou não ser requalificado, mas como deve ser requalificado - designadamente com que materiais. Neste lugar, junto ao mar, o betão que estão a usar no piso da praça e o betuminoso no estacionamento contíguo, não são compatíveis com a natureza do lugar. A impermeabilização que está a ser feita atenta de forma grave, contra os mais básicos princípios de intervenção naquela zona terrestre de proteção costeira. Quando o mar voltar a galgar o molhe, de pouco servirão os milhares de euros gastos nas caleiras que não o vão conseguir escoar. Quando a força das águas atravessar a praça levando tudo à sua frente, não culpem o mar.

 

domingo, 7 de março de 2021

Navio Escola Bauhaus

A Bauhaus definiu o design no século XX ao aliar a arte à construção e à indústria. No século XXI, a União Europeia propõe uma nova Bauhaus que dê origem a um movimento de implementação do Green Deal baseado na sustentabilidade e na inclusão. Em resposta a este repto, Portugal propõe uma mobilização continental para o primeiro e principal espaço natural global: o mar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Consulta pública PRR

Contributo para a integração do mar. Recuperação da resiliência da costa.

Ao contrário da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030 de António Costa e Silva, onde o mar é um desígnio maior, no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o mar é o grande ausente. Subsiste o Cluster do Mar nos Açores, mas perde-se a inscrição como “um ativo crucial do território, da soberania, da economia e do desenvolvimento do país”. Perde-se também a inscrição do primeiro espaço natural global - o mar - no momento da revisão do paradigma de consumo e relacionamento com o ambiente que esta crise pandémica suscitou.  

Portugal, que se destaca no contexto Europeu pelo significativo conjunto de áreas expostas aos impactos das alterações climáticas, designadamente pela forte pressão humana sobre a costa (concentração demográfica e de produção de riqueza) e pela vulnerabilidade dos sistemas marinhos do litoral baixo e arenoso, assiste à repetição da devastação da costa com a intensidade e o ritmo das tempestades, a cada inverno que passa. Adia sistematicamente uma abordagem integrada ao problema da proteção costeira com intervenções avulsas, delapidando os recursos que nos afastam de uma resposta capaz de garantir sustentabilidade ao sistemaProblema que se agrava num “cenário expectável de mudança climática”, como bem evidenciado no Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), com a subida do Nível Médio Global do Mar (NMGM) a agravar a erosão, a frequência e a intensidade dos galgamentos oceânicos.

 

A devastação provocada pelo furacão Hércules no início de 2014 abriria o espaço à reflexão do Grupo de Trabalho do Litoral (GTL), criado pelo Despacho 6574/2014 de 20 de maio de 2014. O relatório de dezembro do mesmo ano, releva especial atenção à gestão integrada da zona costeira em horizontes de tempo alargados (até 2100), considerando os impactos potenciais da mudança climática antropogénica, especialmente no que se refere ao impacto da subida do NMGM, recomendando que na proteção costeira se privilegiem medidas de reposição do equilíbrio sedimentar. Recomenda que estas medidas incluam inicialmente alimentações pontuais de elevada magnitude em locais críticos e que se adotem processos ou sistemas de transposição sedimentar nas principais barras portuárias e, em particular, nas barras de Aveiro e da Figueira da Foz. Propõe que se proceda à avaliação de sistemas de transposição sedimentar – sand bypass.

 

Trata-se de proteger a costa com as areias que descem ao longo da mesma, ajudando-as a ultrapassar os molhes de proteção das barras portuárias onde ficam retidas.

 

Em março de 2017 a Resolução da Assembleia da República n.º 64/2017 inscreve, na recomendação ao Governo, a urgência da realização dos estudos conducentes à implementação de um sistema que possa garantir a sustentabilidade às operações de transposição sedimentar. Em agosto, o Programa da Orla Costeira (POC) Ovar-Marinha Grande, que abrange os troços críticos da célula sedimentar entre o Douro e o Mondego, designadamente os territórios mais vulneráveis em torno da Ria de Aveiro, enquadra na ordem jurídica por via do ordenamento territorial as recomendações do GTL. O POC inscreve os valores estimados para as operações de reequilíbrio sedimentar, perspetivando a sustentabilidade do sistema de proteção costeiro a longo prazo - 2100. Em 2019 a Agência Portuguesa do Ambiente contrata a elaboração do estudo “Estudo de Viabilidade da Transposição Aluvionar das Barras de Aveiro e da Figueira da Foz” que terá sido entregue entre o final de 2020 e o início de 2021.

 

O furacão Hércules trouxe a tempestade perfeita na medida em que, ao expor as fragilidades de um sistema de proteção costeiro contra o mar, providenciou a oportunidade para uma revisão favorável à reposição do equilíbrio sedimentar. Sete anos volvidos, em 2021, é a presente crise a providenciar a possibilidade de financiamento para a recuperação da resiliência dos sistemas costeiros, através do PRR. Uma nova tempestade perfeita a trazer a oportunidade para a alteração do nosso relacionamento com o mar, no exato momento em que estão reunidos os instrumentos e o consenso técnico/político para avançar. Oportunidade também para a descarbonização das obras marítimas - afastar o betão das frentes de mar e repor a capacidade resiliente necessária à sustentabilidade dos sistemas costeiros. Momento para o aprofundamento do “european green deal” com a implementação de um sistema de proteção costeiro que integra o mar na solução - work with nature - no país que deve apostar no mar para o seu reposicionamento no quadro global.

 

Como bem refere António Costa e Silva: “Tudo deve repousar numa nova relação com o mar [...]. O país deve intervir no mar com base no conhecimento e na tecnologia, mapeando e protegendo os ecossistemas e preservando a biodiversidade que é o nosso seguro de vida no planeta.”


sábado, 10 de outubro de 2020

Obras no Cabedelo

Prolongamento do enrocamento na raíz do molhe.

Na sequência da reunião promovida pelo vereador Miguel Babo com o SOS Cabedelo e o Sr. Presidente Carlos Monteiro, e da Reunião de Câmara de 04-05-2020, conforme ata que se segue, aguardamos com expectativa pela revisão do projeto com o novo enrocamento, em conformidade com os mesmos alinhamentos e geometria do enrocamento existente, evitando descontinuidades com impacto negativo na segurança dos banhistas e na qualidade da onda do Cabedelo. 



Ata n.o 9 da Reunião Ordinária de 04-05-2020____ páginas 50 e 51
CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ

2.1.5.1 - PROPOSTA DE ADJUDICAÇÃO - EMPREITADA PARA “ÁREA DE REQUALIFICAÇÃO URBANA DO CABEDELO 2.a FASE – PROTEÇÃO E REABILITAÇÃO COSTEIRA E DUNAR”, CONCURSO PÚBLICO – E.CP.3/2020

O Presidente apresentou o ponto e referiu que no concurso público a empresa Civibérica – Obras Civis, S.A., ficou em primeiro lugar, sendo o valor global da empreitada no montante de 1.978.000,00 €, a que acrescia o valor de IVA, a 118.680,00 €.------------------------------------------------------------------- O Vereador Miguel Babo interveio referindo que surgiram várias divergências ao longo daquele processo, as quais têm sido ultrapassadas, entendendo que dessa forma o mesmo tem sido melhorado. Salientou que a APA - Agência Portuguesa do Ambiente tem sido igualmente uma parte interessada, participando e fazendo correções, que na sua opinião têm sido positivas. Tem havido, portanto, uma evolução através dos contributos e algumas posições da APA, da Câmara Municipal e da Associação SOS Cabedelo, entendendo que, neste momento, se estava próximo de estar tudo resolvido. Ressalvou um pormenor, que lhe parecia muito importante, relativamente à segurança na parte do enrocamento dos molhos, na quota lateral que cria circulação das águas de superfície, chamado “driving force” o qual se assemelha à força dos ralos dos lavatórios e que representa uma situação bastante perigosa para os banhistas. Referiu que o projeto não prevê essa correção e que a APA se havia comprometido a que seria visto, no entanto, constatou que não foi feita. A informação que lhe transmitiram foi no sentido de que houve algum problema na sobreposição das plantas e que teria que ser resolvido em obra, defendendo, contudo, que, numa obra de cerca de 2 milhões de euros, não será a metodologia mais correta. Assim julga que o projeto deveria ser corrigido relativamente a essa sobreposição e que essas garantias constar formalmente do processo, para poder votar a favor.------------------------------ Por conseguinte, sugeriu que no processo fosse incluída a garantia de que o novo enrocamento terá de seguir os alinhamentos e geometria do enrocamento existente de proteção ao molhe.----------------------------------------------------------- O Presidente respondeu que colocasse a questão por escrito e que o sentido de voto ficava condicionado.------------------------------------------------------- A Vereadora Ana Carvalho Oliveira interveio referindo que o levantamento topográfico continha um erro, parecia que existia um desvio e que o enrocamento iria ter uma dobra. Contudo, foi esclarecido que não, o objetivo da obra é de continuar o perfil existente, não sendo possível fazer, com rigor, esse levantamento, porque uma parte está de baixo do mar. Nesse sentido concordava com o Vereador Miguel Babo e ficava em Ata a questão que levantou, porque, de facto, desde o início, o que se pretendeu com a obra foi não haver perturbação, estando, aliás, a candidatura baseada nesta questão, pelo que, uma vez que a proposta não estava clara, concordava que a frase ficasse bem espelhada e verificada. --------------------------------------------------------------------- O Presidente referiu que o sentido de voto ficasse condicionado a uma resposta do Engenheiro Morim de Oliveira, porque amanhã poderia estar a faltar com a sua palavra e quem leva uma vida pública, fundamentalmente, tem de conseguir andar de cabeça levantada em todas as circunstâncias.--------------------------------- O Vereador Miguel Babo referiu que sentiram sempre alguma incerteza, daí a sua insistência para que ficasse bem clarificado, ao que a Vereadora Ana Carvalho Oliveira respondeu que se deveu também a alguma falha de comunicação.----------- O Presidente pediu ao Vereador Miguel Babo que ditasse para ata a frase relativa à questão que gostaria de ver clarificada, ao que o indicou ser a seguinte: “O Engenheiro Morim dizer que o novo enrocamento terá de seguir os alinhamentos de geometria do enrocamento existente de proteção ao molhe.”----------------------- O Presidente respondeu que a votação ficava condicionada à resposta do Engenheiro Morim Oliveira, pelo que, caso confirme assertivamente, votam a favor. Caso não confirme, votam contra.----------------------------------------- Tendo sido contactado o Engenheiro Morim Oliveira, que informou o seguinte: “Para garantir que a nova obra não provocará descontinuidades na propagação das ondas e nas correntes do escoamento de retorno, e respondendo à questão posta pelo Senhor Vereador Miguel Babo, o novo enrocamento seguirá os alinhamentos do enrocamento existente na proteção do molhe.”

segunda-feira, 2 de março de 2020

O Mar É a Nossa Terra

 A construção sensível da linha de costa 

Centro Cultura de Belém.  Garagem Sul | Exposições de Arquitetura


Zé Pedro Alvarez - Gliding Barnacles, Cabedelo.

Curadoria André Tavares e Miguel Figueira
Produzida pelo CCB/Garagem Sul

O oceano Atlântico é um espaço amplo e complexo que determina grande parte das nossas vidas. Em terra, uma linha de costa não é uma linha, é um eterno fluxo. Esta exposição cartografa e apresenta as contradições que existem entre a terra e o mar, sob a perspetiva da arquitetura, do ordenamento do território e da construção da paisagem. Esta matéria, tão sensível e relevante para a sociedade, tem sido objeto de atenção de um conjunto de arquitetos que têm desafiado os limites convencionais da disciplina. Tendo como ponto de partida as contradições físicas e a cultura popular da praia da Figueira da Foz, a exposição percorre um conjunto de experiências de pensamento, desenho e configuração das linhas de costa e da sua relação com a densa imensidão do oceano. O mar é um lugar: em vez de considerar a água como limite ou espaço de confronto, o mar pode e deve ser um parceiro na construção da terra.

Equipa de curadoria
Produzida pelo CCB/Garagem Sul com o apoio do Lab2PT/Universidade do Minho

A exposição tem a curadoria dos arquitetos Miguel Figueira, autor de obras como as intervenções no espaço urbano e o Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho, e André Tavares, programador da Garagem Sul / Centro Cultural de Belém e investigador no Lab2PT da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho. Resulta de um trabalho coletivo que contou também com a participação do arquiteto Pedro Maurício Borges e dos designers change is good (José Albergaria & Rik Bas Backer), dos arquitetos Marta Labastida, Ivo Poças Martins e Pedro Bandeira, assim como do surfista Eurico Gonçalves e da produtora Carla Cardoso. Além das várias instituições parceiras, colaboraram na preparação da exposição Aitor Ochoa Argany, Daniel Duarte Pereira e Diego Inglez de Souza no âmbito do grupo de investigação Fishing Architecture do Lab2PT, Escola de Arquitetura da Universidade do Minho.
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terça a domingo
10:00–18:00
garagemsul@ccb.pt
213 612 614/5


quinta-feira, 16 de maio de 2019

domingo, 12 de maio de 2019

Audiência na Comissão Parlamentar de Ambiente_ 2019


Dois anos após a audiência do movimento cívico SOS Cabedelo na Comissão Parlamentar do Ambiente, de onde resultou a recomendação para que o Governo tomasse medidas no âmbito da proteção da orla costeira e da segurança de pessoas e bens e que desenvolvesse, com caráter de urgência, ações de transposição sedimentar nas barras da Figueira da Foz e Aveiro, o nosso desejo e a vontade expressa no voto dos deputados na Assembleia da República em 10.3.2017 continuam por cumprir.

Dez anos após o prolongamento do molhe norte, contra os principais objectivos da obra, não só voltaram as restrições ao calado das grandes embarcações, como também se comprometeu a segurança da navegação, com as pequenas embarcações em constante perigo de naufrágio nos curtos espaços de tempo em que a barra abre. A uma escala territorial alargada, os impactos negativos com a acreção a norte e a erosão a sul, não dão quaisquer sinais de abrandamento. As intervenções em curso na costa continuam condenadas ao fracasso enquanto o deficit sedimentar persistir.

Oito anos após a proposta do Movimento Cívico SOSCabedelo para transposição sedimentar da barra (Movimento Milénio 2011), com a instalação de um sistema de transposição sedimentar contínuo - Bypass; cinco anos após a recomendação do Grupo de Trabalho do Litoral para a implementação de uma estratégia baseada na reposição do ciclo sedimentar; dois anos após a recomendação da Assembleia da República para que o Governo apresentasse "um estudo que avalie a implementação do Bypass na entrada do porto da Figueira da Foz"; mais de um ano sobre a publicação do Programa da Orla Costeira, que prevê a execução do estudo e a reposição do ciclo sedimentar, o Gabinete do Ministro do Ambiente refugia-se no equivoco para não avançar com os compromissos a que o Governo está obrigado, nomeadamente no que concerne às transposições sedimentares anuais.

Um ano após a nossa segunda audiência na Comissão Parlamentar do Ambiente, reiterando o alerta da tragédia eminente e denunciando os desvios à política de proteção costeira, assistimos ao anúncio de investimentos milionários para a transposição com dragagens sem que a avaliação da ponderação sobre o sistema a adoptar seja conhecido, bem como ao desvio do financiamento que deveria servir a "reposição do equilíbrio na dinâmica sedimentar ao longo da costa". Assistimos às manobras da Administração para contornar a lei, à quebra dos compromissos assumidos com os deputados na Assembleia da República e com os cidadãos nos fóruns da participação pública.

Dia 14 de Maio de 2019 vamos à Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação denunciar estas práticas que, para além de hipotecarem o futuro, diminuem a democracia.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Contra a alteração aos Planos de Praia

No âmbito da Consulta Pública, apresentamos os 9 pontos que consubstanciam a nossa discordância em relação à alteração dos Planos de Praia do Cabedelinho e do Cabedelo. Link do site PARTICIPA.




1 - A deslocalização de edificações para a frente marítima contra a estratégia preconizada para o resto da costa não serve o interesse público. Esta alteração pretende contornar as condicionantes às novas edificações previstas na FAIXA DE PROTEÇÃO COSTEIRA para legitimar a construção em ESPAÇO NATURAL - PDM (praia) as edificações que pretendem demolir em ESPAÇO URBANO. Não concordamos com mais edificação na frente marítima.

2 - Nenhum outro Plano de Praia prevê Novos Acessos Rodoviários. Como não existem constrangimentos à construção de Novos Acessos Rodoviários em ESPAÇO URBANO, a medida proposta nesta alteração aos Planos de Praia serve apenas para legitimar Novos Acessos Rodoviários no espaço da praia. Não concordamos com Novos Acessos Rodoviários na frente marítima, em ESPAÇO NATURAL - PDM (praia), porque não vislumbramos o interesse público desta alteração.

3 - Em nenhum outro Plano de Praia existe a categoria OBRA DE DEFESA COSTEIRA A REABILITAR. Existe apenas a categoria OBRA DE DEFESA COSTEIRA A CRIAR, relativa a nova obra, porque para a reabilitação de uma obra existente não é necessária qualquer inscrição no Plano de Praia.
Não concordamos com a nova categoria nem com qualquer OBRA DE DEFESA COSTEIRA pesada que não tenha sido oportunamente prevista no POC, sublinhando que a intervenção prevista para o Cabedelo é a alimentação artificial de areias por transposição sedimentar.

4 - Não concordamos com OBRAS COSTEIRAS em zona de “ondas com especial valor para a prática de desportos de deslize” sem a competente “avaliação dos potenciais impactos negativos” prevista na NG14 do POC.

5 - A área assinalada como DUNAS A REABILITAR, abrange a estrada existente e o interior do Porto de Pesca, onde não existem quaisquer dunas. Não faz qualquer sentido desviar para aquela localização, atrás da duna existente, os sedimentos que deveriam ser colocados na sua frente, conforme previsto na tipologia de intervenção de alimentação artificial consagrada no POC.

6 - A alteração aos Planos de Praia do Cabedelinho e do Cabedelo, não contempla qualquer alteração à extensão da praia, capacidade de carga, lugares de estacionamento, número de unidades balneares ou concessões programadas - APS e APC. Uma vez que os Planos de Praia “visam estabelecer o quadro de princípios e critérios para a concretização dos objetivos de valorização e qualificação das praias, em particular as consideradas estratégicas por motivos ambientais e turísticos, e disciplinar o uso das praias especificamente vocacionadas para uso balnear”, e constatando que não existem alterações com impacto no regime de uso e ocupação, a alteração aos Planos de Praia não tem fundamento.

7 - Por definição, a natureza das alterações que pretendem realizar, como "Acessos Viários a criar“ ou “Praça a reabilitar”, são do âmbito de um Plano de Pormenor e não de um Plano de Praia, pelo que este não é o instrumento de gestão territorial mais adequado.

8 - Não concordamos com esta consulta pública para a alteração dos Planos de Praia, cujo resultado está viciado à partida, porque o projeto que pretende viabilizar já se encontra em obra. Repudiamos este expediente para contornar os incumprimentos do projeto face ao PDM em vigor. 

9 - Não nos parece que esteja garantida a isenção neste processo porquanto o responsável político da instituição, que promove a alteração dos Planos de Praia, depende desta alteração para contornar o incumprimento do projeto, que promoveu enquanto autarca, face ao enquadramento legal vigente.

segunda-feira, 25 de março de 2019

INTERDIÇÃO acessos rodoviários

Como parte dos acessos rodoviários (cor azul) do projeto da ARU do Cabedelo está em ESPAÇO RÚSTICO (cor rosa), e o Plano de Praia vigente não prevê quaisquer novos acessos rodoviários, a APA em vez de parar a obra, avança com a proposta de alteração do Plano de Praia para contornar o incumprimento do PDM. Mais uma exceção à regra reveladora do abuso da APA, já que nenhum outro Plano de Praia do POC prevê novos acessos rodoviários. 

Artigo 27.º do PDM. [4.2.2 POC-OMG]
2 — Na Faixa de Proteção Costeira são ainda interditas as seguintes atividades:
c) Abertura de novos acessos rodoviários e estacionamentos, em solo rústico, exceto os previstos no Regulamento de Gestão das Praias Marítimas da autoridade nacional da água, e respetivos Planos de Intervenção nas Praias;

sábado, 23 de março de 2019

Demolições

O Cabedelo deve ser a única praia do país onde APA propõe a deslocalização de edificações para a a frente marítima. A alteração do Plano de Praia pretende contornar as condicionantes às novas edificações previstas, no PDM, na FAIXA DE PROTEÇÃO COSTEIRA. Ao contrário do que advoga no resto da costa, no Cabedelo a APA quer legitimar a construção em ESPAÇO NATURAL das edificações que pretendem demolir em ESPAÇO URBANO.
Primeiro desloca as edificações para cima do mar e depois propõe um MURO DE BETÃO para as proteger. São três disparates para nós pagarmos: a demolição, a construção e o muro de betão.

imagem LUSA

sexta-feira, 22 de março de 2019

Ondas com especial valor

A praia do Cabedelo integra a primeira zona de «ondas com especial valor para a prática de desportos de deslize» no ordenamento do território em Portugal. Será que vai ser também a primeira área classificada a ter a onda estragada pelo refluxo do mar (backwash) contra um MURO DE BETÃO? Onde está o estudo de "avaliação dos potenciais impactos negativos" da obra costeira que querem legitimar? Se existem soluções alternativas porque insistem na pior?

POC - NG 14 ...a atuação da Administração deve atender ao seguinte:
a) Assegurar a proteção dos locais mais valiosos para a prática dos desportos de deslize, promovendo a avaliação dos potenciais impactos negativos das obras costeiras perturbadoras da qualidade das condições das «ondas com especial valor para a prática de desportos de deslize» e quando possível a adoção de soluções alternativas;

quinta-feira, 21 de março de 2019

Praia sem muros

Se nenhum outro Plano de Praia do POC tem inscrito qualquer OBRA COSTEIRA A REABILITAR porque é que aqui temos esta inscrição? Porque inscrevem a reabilitação de algo que nem sequer lá está? Tanto a OBRA A REABILITAR, junto ao estacionamento, como as DUNAS A REABILITAR, dentro do Porto de Pesca, nem sequer existem. A APA mente para legitimar o DESVIO DA AREIA que deveria alimentar a praia e a construção do MURO DE BETÃO que contestamos.
Não aceitaremos outra solução de proteção costeira para o Cabedelo que não seja a que está consignada no POC: alimentação artificial de areias por transposição sedimentar, sem muros.


terça-feira, 19 de março de 2019

Porque não aceitamos

Não podemos aceitar um projeto que DESVIA A AREIA que deveria alimentar a praia e avança com MUROS DE BETÃO contra o mar. Se em vez de depositarem a areia atrás da duna, alimentarem a praia na sua frente, os muros já não são necessários.

segunda-feira, 18 de março de 2019

INTERDIÇÃO das alterações ao relevo

Artigo 27.º do PDM. [4.2.2 POC-OMG]
2-Na Faixa de Proteção Costeira são ainda interditas as seguintes atividades:
e) Alterações ao relevo existente ou rebaixamento de terrenos.



quarta-feira, 6 de março de 2019

Consulta Pública Viciada

A APA está a querer mudar o Plano de Praia do Cabedelo com a obra da autarquia em curso. Estará a querer mudar as regras a meio do jogo porque o Projeto não cumpre o Plano em vigor? Não irão comprometer o financiamento da obra em curso? A dúvida maior já não é saber se isto pára, mas antes, onde isto vai parar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Resposta do Ministro do Ambiente

1. Enganaram-se nas contas mas não estão preocupados com a correção do erro - a costa perde 35,9 milhões de euros (69,3-33,4).

2. Insistem em trocar a Estrada da Beira pela beira da estrada - em vez de um investimento de 3 milhões de euros / ano para as transferências anuais de areia, temos 300 mil euros para estudar as soluções de transposição.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Acima da Lei

A APA sublinha que nenhuma entidade está dispensada do cumprimento do POC e do PDM, mas em vez de suspender as obras ilegais, avança para a alteração ao Plano de Praia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A raposa a guardar as galinhas

Inspeção remete para a Agência Portuguesa do Ambiente a fiscalização de obra do projeto de regeneração do Cabedelo desenvolvido em parceria com a autarquia.


domingo, 3 de fevereiro de 2019

(i)legal

O Presidente da Concelhia do PSD diz que os vereadores da oposição não representam o partido, o gabinete do Presidente da Câmara diz que não entra em jogos mediáticos, nós o que queremos saber é o que se passa com os projetos para a nossa praia.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

NÃO

Um ano depois de solicitarmos a alteração do projeto para que, das obras de reabilitação, não resultassem impactos negativos sobre a onda do Cabedelo, o risco mantém-se. Apesar da revisão do projeto contemplar o recuo da praça, a obra marítima prevista, para além de não afastar a ameaça à qualidade da onda (backwash) ainda agrava o perigo sobre a praia (agitação no agueiro junto ao molhe). 
Estivemos na Câmara Municipal em 14/01 para dizer que NÃO vamos aceitar muros contra o mar, voltaremos a reunir em breve com a mesma posição.

sábado, 17 de março de 2018

Audiência ao SOS Cabedelo




Um ano após a audiência do movimento cívico SOS Cabedelo na Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação (CAOTDPLH), de onde resultou a recomendação para que o Governo tomasse medidas no âmbito da proteção da orla costeira e da segurança de pessoas e bens e que desenvolvesse, com caráter de urgência, ações de transposição sedimentar nas barras da Figueira da Foz e Aveiro, o nosso desejo e a vontade expressa no voto dos deputados na Assembleia da República em 10.3.2017 continuam por cumprir.

domingo, 11 de março de 2018

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Do esquecimento

Ataíde lembra que o estudo sobre o BYPASS é da competência da APA. Tenreiro lembra Ataíde que "…lá por ter trazido cá o Ministro (do Ambiente), o problema não está resolvido. Um autarca deve estar em cima dos assuntos de forma constante." Nós lembramos que o problema se agrava a cada dia que passa e que todos estamos a falhar na sua resolução. 

As Beiras 17.1.2018


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Aveiro 2, Figueira 1

A sul da barra de Aveiro vão ser depositados 2Mm3 para "mitigação do déficit sedimentar com vista a atenuar o processo erosivo". Para o sul da barra da Figueira apenas está previsto 1Mm3. Uma vez que a força do mar nesta frente atlântica é equivalente, porque é que só temos direito a METADE do que está previsto em Aveiro? Se o relatório do GTL prevê para o primeiro shot de areias um volume de 9,9Mm3, porque vão transferir DEZ VEZES menos? 

Diário de Aveiro 30.12.2018




sábado, 13 de janeiro de 2018

do Cabedelo à Nazaré

"O Movimento SOS Cabedelo solicitou uma reunião ao Presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente, deputado Pedro Soares, devido à erosão que está a assolar a costa a sul da Figueira."

Diário de Coimbra 13.1.2018


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Um ano depois

Pedro Agostinho Cruz, Praia da Cova, 6.1.2018

Um ano após a audiência do movimento cívico SOS Cabedelo na Comissão Parlamentar do Ambiente, de onde resultou a recomendação para que o Governo tomasse medidas no âmbito da proteção da orla costeira e da segurança de pessoas e bens e que desenvolvesse, com caráter de urgência, ações de transposição sedimentar nas barras da Figueira da Foz e Aveiro, o nosso desejo e a vontade expressa no voto dos deputados na Assembleia da República em 10.3.2017 continuam por cumprir.

O Governo deixou terminar 2017 e o prazo previsto na Resolução da Assembleia da República nº 64/2017 sem apresentar qualquer estudo que avaliasse a implementação do bypass na entrada do porto da Figueira da Foz ou, se o fez, não o divulgou como tinha sido recomendado. Os estudos de viabilidade recomendados pelo Grupo de Trabalho para o Litoral para o sistema de transposição sedimentar nas barras da Figueira da Foz e Aveiro, em Dezembro de 2014 e inscritos no Programa da Orla Costeira, publicado em Agosto de 2017, continuam por fazer, enquanto a praia a norte cresce, a sul diminui e na barra se agrava a segurança da navegação. As sondagens para o aprofundamento da barra prosseguem sem que o estudo da transposição de sedimentos avance, validando a tese de uma fuga-para-a-frente, sem qualquer preocupação com a viabilidade do porto a prazo. Assistimos, ainda, impotentes à perda da capacidade resiliente necessária ao bom funcionamento da barra com a saturação da baía a norte, à perda do mar na cidade e à perda da praia no sul.

Sobre a recomendação da inscrição transposição sedimentar dos valores estimados da deriva litoral, a implementação da infraestrutura para o sistema de transposição e o aproveitamento de sedimentos em fim de ciclo, nos instrumentos de planeamento, programas, planos de ação e plano anual para o litoral, pouco sabemos porque a informação é escassa. O próprio Plano de Ação Litoral XXI para 2018, amplamente noticiado, não se encontra disponível para consulta. Sabemos, no entanto, que as verbas negociadas com a Comissão Europeia para a “reposição do equilíbrio da dinâmica sedimentar”- POSEUR, estão a financiar ações que nos afastam desse objectivo na medida em que, com a extração de sedimentos da praia submersa, promovem o agravamento do deficit sedimentar. Contradição esta que continuámos a assistir em 2017 na empreitada "Reconstituição do Cordão Dunar no Cabedelo, a Norte da Praia da Leirosa e a Norte da Praia da Vagueira" e que obrigou à denúncia junto da Comissão Europeia.

O alerta sobre o agravamento do deficit sedimentar por via das ripagens de areia efectuadas na praia da Cova, oportunamente denunciadas em Maio de 2015, o destaque na reportagem do programa Biosfera, RTP2, em Fevereiro de 2016, as explicações prestadas sobre este caso em concreto na Comissão Comissão Parlamentar do Ambiente em Janeiro de 2017, não impediram a Agência Portuguesa do Ambiente de continuar com a extração de sedimentos na praia submersa em áreas com forte impacto erosivo. O anúncio da intervenção com carácter de urgência pelo Sr. Ministro do Ambiente em Janeiro de 2018 na praia da Cova é esclarecedor quanto ao resultado de tantos milhões de euros mal investidos.

Independentemente da necessidade de uma ação imediata na praia da Cova, importa perceber como irá esta ser feita: se voltamos à obra pesada com o alibi da urgência, se vamos voltar às ripagens ou se avançamos para o aproveitamento de sedimentos em fim de ciclo provenientes da praia a norte da barra. Importa também saber se a transferência anunciada de um milhão de metros cúbicos, do lado norte para o lado sul da barra da Figueira da Foz, é para repetir todos os anos, com o recuo da linha de costa a norte da barra, como é proposto na Resolução da Assembleia da República nº 64/2017, ou se serve apenas o imediato, adiando o problema. Mas sobretudo importa saber qual o novo prazo para o cumprimento das recomendações de carácter urgente que o Governo ignorou.

Hoje, um ano depois da nossa audiência na Comissão Parlamentar do Ambiente,  não estamos na mesma; estamos muito pior. Agravou-se o equilíbrio sedimentar, com os milhares de metros cúbicos de areia que o mar arrastou, sem esforço, enquanto esperávamos pela resposta do Governo. Continuará a agravar-se a cada dia que passa.

A defesa do BYPASS

"…sobre esta matéria, existe um movimento cívico, o SOS Cabedelo, que vem reivindicando a solução por BYPASS, ou seja, a transposição artificial (mecânica) das areias, repondo a deriva que está impedida pela existência do porto e nomeadamente do molhe norte."

A Voz da Figueira, 10.1.8018


A solução

“Isto resolve-se com a praia da Figueira. Lá temos o volume de areia que permite fazer a reposição”, garante [Miguel Figueira], defendendo uma solução que passe pelo bypass, ou seja, que permita que haja uma transposição artificial de areia, visto que o curso natural é impedido pela existência do porto – no caso desta zona, entre o norte da Figueira da Foz e o sul.

6.1.2018 Público 


sábado, 6 de janeiro de 2018

Urgência

"Temos urgência em retirar a areia da praia da Figueira e pô-la a defender as nossas praias do sul. Esta é a única solução", defendeu Eurico Gonçalves, do Movimento SOS Cabedelo. 

6.1.2018 as Beiras


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A calamidade anunciada

5.1.2018 Diário de Coimbra

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Gentrificação - do Cabedelo à pequena Tróia

Chama-se gentrificação (do inglês gentrification) ao fenómeno que afeta uma região ou lugar pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou a construção de novos edifícios, valorizando o lugar e afetando a população de baixos recursos. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos usufrutuários no local cuja realidade foi alterada.

Adaptado de Wikipédia


Notícia em As Beiras onde o Presidente da Autarquia revela a intenção de querer fazer do Cabedelo "uma pequena Tróia". 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Aproveitem para fazer já as sondagens do BYPASS !!!

Porque não aproveitam para fazer também as sondagens do Bypass? Com pouco mais podemos avançar muito, a não ser que seja demasiado para aqueles que, sem qualquer fundamentação, continuam a afirmar que o Bypass é caro. Uma coisa é certa: sem o Bypass o aprofundamento do canal de navegação é mais um buraco para o mar encher de areia. Um buraco que, segundo a notícia, poderá oscilar entre os 35 e os 40 milhões de euros…

As Beiras em 3/11/2017 com montagem de fotografia da plataforma das sondagens a operar no canal de navegação.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Aplauso!!!


sábado, 7 de outubro de 2017

Porque não avança o BYPASS?

Dois anos depois tudo na mesma: a areia continua a acumular na frente da barra comprometendo a segurança na circulação.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

BYPASS JÁ!

"E como na anterior sessão, também organizada pela Associação Figueira Viva, a estrela da noite foi o porto da Figueira e o "BYPASS"

Bela Coutinho in Diário de Coimbra 29/09/2017.



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

À espera do Bypass...

26 de Setembro de 2017 no Diário de Coimbra





quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O vencedor (do debate)

"O vencedor (do debate) foi... o bypass de areias sob o Mondego."
Daniel Santos


Link para vídeo.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Denúncia

À Comissão Europeia em 19.9.2017, com conhecimento da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.

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Following the responses of the Portuguese Government to the MPs, Jorge Costa, José Manuel Pureza and Pedro Soares, and the few elements of the project made available at their request, we would like to add to our report from May 24th 2017 the following information:

To the present date the National Agency for Environment (APA) and the office of the Operational Programme for Sustainability and Efficiency in the Use of Resources (POSEUR) did not disclose the afor mentioned project, despite of our several requests. On June 6th 2017 we reported to the Commission for the Accessibility of Administrative Documents (CADA) the lack of reply. However no reply was given by the commission either.

The ongoing construction has been suspended during the summer holidays. Nevertheless, neither legal announcement could be seen at the work site nor publicity with the mandatory information, going against specific regulation for projects funded by the EU.

The response of the Government to the MPs is not fully supported. Relevant information is omitted, or contradicts other documentation referred, such as:

  • Portuguese Government denies the intention of building a concrete wall at the sea front, although this has been planned for the beach of Cabedelo;
  • Portuguese Government denies the intention of sand mining at the beaches, although this has been planned for Cabedelo, Leirosa and Vagueira, is a common practice among APA projects and has already been carried out at one of the sites - HTTPS://VIMEO.COM/217989415.
The information that came to our knowledge is worrying. Beside the aggravation of the sedimentary deficit by sand mining there has been an attempt to oppose the sea with artificial, costly and inefficient elements, whereas the official plan (POC) for this area only predicts the beach nourishment with sand from the north side of the harbor pier that interrupts the natural drift of sand. One can conclude that EU funds are being used against the strategy that should be followed.

Despite the official recognition in POC of the surf quality at Cabedelo and the commitment to the protection of the submerged beach, the Portuguese Government is destroying the beach, claiming on no grounds that the waves will not suffer any impact. This attitude reveals a carelessness and profound ignorance on the sand dynamics and its role in the sustainability of the submerged beach, where the waves are formed thus promoting the dissipation of the energy at a safe distance from shore, therefore preventing its erosion.

The Portuguese Government does not support its statements in the enrolled strategy, the scientific community formal reports (GTL), National coastal program actions (POC), European funding program goals (POSEUR), or in common sense. In fact, it is hard to understand why the Government stands for sand balance in parliament and continues to allow sand mining on the beach.

When questioned about sediment balancing actions, the Government only refered to the intention for a singular transfer of sand and the ongoing study for the use of offshore sand reserves. By doing this, the urge for a permanent sand transposition of man made obstacles (bypass) was completely ignored. We stress that both scientific community recommendations and official programs consider the bypass of utter most importance for the sustainability of the coastal protection based on sedimentary balance.

The Portuguese Government has often mistaken singular transposition (shots) with continuous transposition of the sand drift along the shore (sand bypassing) in an irresponsible manner. This attitude, promotes the depletion of financial EU resources originally intended to implement long term solutions for the coastal protection and the mitigation of climate change effects upon the shore.
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Património

As ondas do Cabo Mondego, entre a Murtinheira e o Cabedelo, na Figueira da Foz, estão formalmente consagradas como ondas com especial valor para a prática dos desportos de deslize - Nível I, no Programa da Orla Costeira (POC) Ovar - Marinha Grande, publicado no passado dia 10 de Agosto. Trata-se da primeira área em Portugal a ser reconhecida ao nível do Ordenamento do Território.

in Diário de Coimbra
Notícia em SURFTOTAL
Notícia em BEACHCAM
POC-OMG 2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Figueira Debate Cidade

Miguel Figueira no ciclo "Debater a Figueira" promovido pela FigueiraViva-IPSS e com o tema: Pensar na Cidade - O Presente e o Futuro da Figueira da Foz. 31/Maio/2017



Opinião de Teontónio Cavaco em As Beiras.

sábado, 3 de junho de 2017

Figueira Pro

Entrevista com Tiago Pires, Miguel Figueira e Eurico Gonçalves.

 

"…a onda do Cabedelo é uma das melhores ondas de Portugal. Temos muita sorte em que a liga passe por aqui novamente porque é sempre uma grande dádiva poder surfar ondas perfeitas em competição. Temos todos muito a ganhar em voltar aqui à Figueira e eu estou super contente de poder estar a disputar baterias aqui nesta onda maravilhosa…" 

Tiago Pires

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Flagrante DELITO.



As verbas comunitárias destinadas a promover o equilíbrio da dinâmica sedimentar afinal estão a financiar o agravamento do deficit e a destruição da praia submersa, a primeira defesa da nossa costa.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Areia na engrenagem.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Teleférico no PDM.

O Figueirense em Março de 2010. 

O SOS Cabedelo propôs a inscrição no PDM de uma infraestrutura de ligação para modos suaves de transporte entre o centro da cidade e Cabedelo, com o objetivo da continuidade de percursos na frente de mar e ao longo do rio - com a ligação à Ciclovia do Mondego cuja obra deve arrancar este ano. A proposta apresentada pelo Arq. Miguel Figueira em 2010, então elogiada pelo presidente Dr. João Ataíde, foi primeiro susbtituída pela possibilidade de uma ponte móvel, com custos proibitivos e difícil compatibilidade com a navegação e, depois, por um barco cuja não elegibilidade aos fundos comunitários terá deixado naufragar a ideia.
No âmbito da revisão em curso do PDM importa resgatar o teleférico como solução de ligação ao sul, porque não apresenta entraves quanto à viabilidade, funcionamento ou elegibilidade, deixando esta possibilidade aberta ao futuro da cidade.

Miguel Figueira com Pedro Vieira e Bruno Marques, 2010.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Agravamento do RISCO sobre o Hospital.



A intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para o Cabedelo prevê que a nova duna seja feita com recurso à ripagem de areia na zona da rebentação. Este método de recolha de areia para redução dos custos de transporte negligencia um impacto negativo relevante: a destruição da duna hidráulica - o banco de areia submerso. É relevante porque a duna hidráulica é a primeira barreira de proteção, já que promove a dissipação da energia das ondas a uma distância segura e afasta o impacto erosivo sobre a linha de costa. Sem esta oposição o mar facilmente abre caminho em terra, como aconteceu com a invasão do pinhal a sul da intervenção da APA, na praia da Cova. Estando o Hospital localizado precisamente a sul da praia do Cabedelo, igualmente exposto à ondulação predominante, será aceitável o agravamento do risco sobre aquele equipamento?


Invasão do pinhal a sul da intervenção da APA, na praia da Cova, na sequência da ripagem de areia e consequente destruição da duna hidráulica.

domingo, 7 de maio de 2017

Repetir o ERRO no Cabedelo.





imagem 1_ Recuo da duna primária no Diário de Coimbra em Janeiro de 2016.
imagem 2_ Recuo da duna primária e colapso da obra pesada em Fevereiro de 2017.


A intervenção de 2015 na praia da Cova, com obra pesada na raíz do molhe, em vez de suster o mar acelerou o seu avanço. Depois do recuo da duna primária a um ritmo sem precendentes em 2016, em 2017, para além da destruição da duna assistimos ainda ao colapso da obra então realizada. Em 2018 a APA pretende fazer o mesmo tipo de obra, na raíz do molhe sul, na praia do Cabedelo.

Planta do projecto adjudicado pela APA para a Praia do Cabedelo com o MURO DE BETÃO a vermelho_ Empreitada de Reconstruição do Cordão Dunar no Cabedelo, a Norte da Praia da Leirosa e a Norte da Vagueira.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Debate Público no dia 5 de Maio.

Vai ter lugar na Figueira da Foz, no próximo dia 5 de maio de 2017 (Sexta-Feira), pelas 19.00 horas, um debate aberto ao público, no Hotel Costa de Prata, sobre a EROSÃO COSTEIRA EM PORTUGAL, com as presenças e as intervenções, entre outros, do Prof. Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável), do Arq. Miguel Figueira, do movimento cívico SOS Cabedelo (e membro do Conselho Consultivo e Científico do Centro de Estudos do Mar-CEMAR), e do deputado português ao Parlamento Europeu Dr. José Inácio Faria (do Movimento Partido da Terra).

domingo, 23 de abril de 2017

Sustentabilidade e eficiência no uso de recursos?


Como pode a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) financiar intervenções que roubam areia ao mar no mesmo programa (POSEUR) que inscreve a promoção da "reposição do equilíbrio na dinâmica sedimentar ao longo da costa"???

Objectivos Específicos da Proteção Litoral (art.75º, secção11) do REGULAMENTO ESPECÍFICO DO DOMÍNIO DA SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA NO USO DE RECURSOS publicado na Portaria nº57-B/2015 de 27 de Fevereiro.