quarta-feira, 2 de maio de 2012

VIAGEM AO OUTRO LADO DO MUNDO 3


PROJETO VENCEDOR DO MOVIMENTO MILÉNIO 2011NO OUTRO LADO DO MUNDO

«CIDADESURF» FIGUEIRENSE CONSIDERADA
“UM EXEMPLO DE REFLEXÃO”

Depois de vencerem, em 2011, a categoria Cidades do MovimentoMilénio, com o projeto «CIDADESURF», Miguel Figueira, Eurico Gonçalves, Bruno Marques e João Batata viajaram até ao outro lado do mundo. Partilhar experiências, conhecimentos e dar a conhecer o projeto com o carimbo figueirense foram alguns dos objetivos desta viagem, apoiada pelo Movimento Milénio. 
E foi do outro lado do mundo que Miguel Figueira recebeu a notícia de “mais uma vitória”: duas menções honrosas no «Concurso Público de Conceção de Ideias para a Requalificação e Reordenamento da Praia e
Frente de Mar da Figueira da Foz e Buarcos».


“Porque a proposta vencedora defende o recurso a um bypass como no da baía de Coolangata (Austrália), e no âmbito do Movimento Cívico SOS Cabedelo que esteve na base da participação no MovimentoMilénio e é mais abrangente, centrando-se em torno do papel do surf e do mar como vetores de transformação dos territórios, a visita ao continente do surf tornava-se obrigatória”, explicou Eurico Gonçalves.
Assim, e ao longo de quase dois meses, quatro dos subscritores da «CIDADESURF» visitaram Macau, Hong Kong, Bali e Austrália. “Quisemos conhecer de perto projetos de desenvolvimento local, estabelecer contatos com os agentes desses desenvolvimentos e criar uma rede de conhecimento para o aprofundamento da nossa reflexão”, disse Eurico Gonçalves.
Para além de serem recebidos pelo presidente da Associação dos Arquitetos de Macau, Rui Leão, os quatros viajantes deram a conhecer a «CIDADESURF» na Televisão de Macau (TDM) e, já na Austrália, foram conhecer de perto o bypass de Coolangata. “Devíamos participar numa conferência internacional e acabamos por participar em três”, observou Miguel Figueira a O Figueirense, realçando “a disponibilidade
demonstrada por investigadores da Universidade de Griffith (Austrália) para colaborar no processo da Figueira da Foz” da «Cidade Surf».

O FECHAR DE UM CICLO
Para Miguel Figueira um dos (muitos) pontos positivos desta viagem passou por perceber que “o problema figueirense não é único”. “Mesmo na Austrália, onde há outra força da modalidade (surf), também existem problemas. Ficámos ligados a uma rede internacional de pessoas que estudam, procuram informações e soluções para os seus processos, estes tão idênticos aos nossos”, observou o arquiteto Miguel Figueira. Do outro lado do mundo, o projeto figueirense “foi destacado como um exemplo de reflexão – um case study –, porque parte do surf mas propõe-se fazer uma reflexão mais alargada à cidade”, destacou, ou seja, os dois projetos que arrecadaram uma Menção Honrosa no concurso público
(ver caixa). “Saímos de Portugal com a ideia de que encontraríamos respostas para algumas das nossas questões: podemos verificar que fantasmas que pairavam à volta do tal bypass não existiam. É um processo e um mecanismo simples, dispendioso, mas não é nenhum quebra-cabeças.
Esta viagem foi o fechar de um ciclo”, sublinhou Eurico Silva a O Figueirense.
De realçar que esta viagem “não teve qualquer apoio monetário da autarquia figueirense, nem de qualquer outra entidade pública”, explicou. Aprender, conhecer, partilhar e trocar experiências foram objetivos que,
na hora de partir, falaram mais alto. “A troca do conforto de cinco noites num bom hotel, conforme regulamento do Movimento Milénio, por um mês de autocaravana revelou-se na opção acertada”, garantiu Eurico Gonçalves.

por Raquel Vieira.

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