terça-feira, 1 de novembro de 2016

tapar o sol com um peneiro

Para acabar com a restinga de areia que provoca a rebentação na entrada da barra a dragagem tem que ser feita a norte da mesma. Uma dragagem preventiva para que a restinga não se chegue a formar.
Se querem resolver o problema porque raio não avançam com o estudo de viabilidade do BYPASS que é apontado como solução pelos mais proeminintes especialistas na matéria?

As Beiras e Diário de Coimbra de 31 de Outubro de 2016.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

...o que é a praia?

Maria João Seixas entrevista Miguel Figueira _ Afinidades

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

no meio do mar


domingo, 23 de outubro de 2016

tiro-no-pé faz POC

O Programa da Orla Costeira (POC) Ovar-Marinha Grande estará prestes a ser publicado uma vez que já é conhecido o relatório de ponderação da discussão pública. Assim consagra a lei e assim devia ser, e no entanto, na Análise Técnica da Participação que chegou ao nosso conhecimento persistem alguns vícios que comprometem a obrigatória conformidade legal com o relatório do Grupo de Trabalho do Litoral (GTL). Apesar do enquadramento legal dos nosso contributo estar fundado no mesmo documento que consagra na lei o próprio POC, não lhe é reconhecido esse vínculo directo, conformando um quadro de negligência grave.

Neste POC persistem as contradições sobre a transposição sedimentar contínua nas barras de Aveiro e Figueira da Foz. Ainda antes do BYPASS ou de outras soluções é a transposição em si que continua por inscrever de forma clara e objectiva, com a respectiva dotação financeira para a execução capaz de viabilizar a sua implementação urgente. Sem a transposição sedimentar contínua e a realimentação da deriva, conforme a estratégia de proteção preconizada pelo GTL, podemos ficar ainda pior do que aquilo que tínhamos no passado, suspensos entre dois paradigmas sem saber se a areia virá tranquilamente com o mar ou à bruta misturada no cimento em blocos de betão.

O POC continua coxo com mais um tiro-no-pé. Vamos ver se o Sr. Ministro Matos Fernandes o quer  mandar tratar para a caminhada da proteção da costa que tem de ser feita ou se voltamos ao penso rápido.


BEACHCAM 
SURFTOTAL

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

antes que chegue o inverno


Depois de meses à espera de resposta do gabinete do Ministro do Ambiente e da Agência Portuguesa do Ambiente enviámos por correio um saco com areia da praia da Figueira da Foz - a areia artificialmente retida na frente da cidade que vai fazer falta ao sul. 
Se nada fizer João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e destinatário desta nossa encomenda, quando voltar à Figueira da Foz para avaliar os estragos que o mar vier a fazer será duplamente responsável pelo prejuízo: porque não providenciou em tempo oportuno a transposição sedimentar na barra da Figueira da Foz (BYPASS) e porque não usou a areia que podia ter evitado o problema.

terça-feira, 7 de junho de 2016

identidade praia



 
O mar, no projecto da cidade, foi abordado ontem no seminário “O Turismo na Região Centro – Património natural: Olhares sobre os recursos e potencialidades”, promovido pelo curso Técnico de Turismo da Escola Profissional da Figueira. Designado “Figueira da Foz, do cabaret ao deserto”, o tema (tese de mestrado de um jovem arquitecto figueirense), centrou-se na evolução da cidade na frente marítima e no «tentar perceber, como em poucas décadas, se afastou da grande identidade de ligação ao mar».

Recorrendo a imagens e filmes da década de 40, Manuel Traveira explicou como a Figueira «primeiro conquistou o mar e o turismo» e depois «perdeu o mar», aludindo à década de 60, altura em que se optou por uma «estratégia alicerçada no porto comercial». Todavia, defendeu, «a cidade industrial não conseguiu vingar totalmente e condicionou o desenvolvimento turístico», com o molhe Norte «a aniquilar a praia e deixar a enormidade deserta do areal, vazio, uma chaga constante». E «com o prolongamento do molhe, o problema agudizou-se e desviou o canal da barra», disse.

Parafraseando Luís Cajão, o jovem arquitecto diz que a cidade «entra na vulgaridade da pevide e do tremoço» e os figueirenses «com uma saudade que não fere, mas dói». No entanto, realçou, a situação era previsível como “descobriu”, num relatório do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), de 1958, que mostra que «as consequências de hoje já estavam identificadas e apontava a solução de transposição das areias de Norte para Sul, de forma artificial (by passe)».

Manuel Traveira sustentou que a praia «cresceu em planta e altimetria, a areia vem pelo mar e pelo ar e chega a formar uma praia dentro da barra. É insustentável para o porto e a dragagem pontual não resolve o problema de fundo», frisou, aludindo ainda ao «risco» das casas da outra margem e do próprio Hospital. O jovem arquitecto defende também que «construir em cima do erro, não resolve o problema de fundo, porque a praia vai crescer cada vez mais», criando arribas e inviabilizando a vertente turística. Aludindo ao Movimento Cívico “SOS Cabedelo” que integra, diz que «há outra visão de cidade», para que esta não perca «a identidade praia».

No encontro foram ainda intervenientes Pedro Machado, que falou nas grandes apostas da Turismo Centro – o turismo cultural, o de natureza e mar e promoção turística – João Rocha que focou o património geológico do monumento natural do Cabo Mondego e Jorge Santos sobre como os percursos pedestres podem ser uma ferramenta para o turismo sustentável.

Diário de Coimbra, 3 de Junho de 2016.
Bela Coutinho

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O MAR À CIDADE @ Centro Cultural de Belém

A praia que defendemos na exposição Arquitetura em Concurso: Percurso Crítico pela Modernidade Portuguesa, no CCB até 29 de Maio.




““Competitions lead inevitably to experimentation in design, and the effect of experimentation will be seen not only in the building finally erected, but even more in the education they give to juries, to architects, to clients and to the public.”

Talbot F. Hamlin, «Competitions», 1938

sábado, 27 de fevereiro de 2016

bioesfera

O bypass, a "requalificação" de praias e a "renaturalização" de sistemas dunares - entrevistas em 27 de Fevereiro de 2016 com o arquitecto Miguel Figueira e os professores Filipe Duarte Santos e Cesar Andrade.

Biosfera XIII Episódio 24 from Cidade Surf on Vimeo.

sábado, 9 de janeiro de 2016

de costas voltadas ao mar

Das dez imagens divulgadas com a notícia da intervenção para a praia só numa conseguimos ver uma pontinha de mar... Não termina aqui a travessia do deserto.

Imagem do projecto para a praia em Figueira na Hora