terça-feira, 19 de setembro de 2017

Denúncia

À Comissão Europeia em 19.9.2017, com conhecimento da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.

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Following the responses of the Portuguese Government to the MPs, Jorge Costa, José Manuel Pureza and Pedro Soares, and the few elements of the project made available at their request, we would like to add to our report from May 24th 2017 the following information:

To the present date the National Agency for Environment (APA) and the office of the Operational Programme for Sustainability and Efficiency in the Use of Resources (POSEUR) did not disclose the afor mentioned project, despite of our several requests. On June 6th 2017 we reported to the Commission for the Accessibility of Administrative Documents (CADA) the lack of reply. However no reply was given by the commission either.

The ongoing construction has been suspended during the summer holidays. Nevertheless, neither legal announcement could be seen at the work site nor publicity with the mandatory information, going against specific regulation for projects funded by the EU.

The response of the Government to the MPs is not fully supported. Relevant information is omitted, or contradicts other documentation referred, such as:

  • Portuguese Government denies the intention of building a concrete wall at the sea front, although this has been planned for the beach of Cabedelo;
  • Portuguese Government denies the intention of sand mining at the beaches, although this has been planned for Cabedelo, Leirosa and Vagueira, is a common practice among APA projects and has already been carried out at one of the sites - HTTPS://VIMEO.COM/217989415.
The information that came to our knowledge is worrying. Beside the aggravation of the sedimentary deficit by sand mining there has been an attempt to oppose the sea with artificial, costly and inefficient elements, whereas the official plan (POC) for this area only predicts the beach nourishment with sand from the north side of the harbor pier that interrupts the natural drift of sand. One can conclude that EU funds are being used against the strategy that should be followed.

Despite the official recognition in POC of the surf quality at Cabedelo and the commitment to the protection of the submerged beach, the Portuguese Government is destroying the beach, claiming on no grounds that the waves will not suffer any impact. This attitude reveals a carelessness and profound ignorance on the sand dynamics and its role in the sustainability of the submerged beach, where the waves are formed thus promoting the dissipation of the energy at a safe distance from shore, therefore preventing its erosion.

The Portuguese Government does not support its statements in the enrolled strategy, the scientific community formal reports (GTL), National coastal program actions (POC), European funding program goals (POSEUR), or in common sense. In fact, it is hard to understand why the Government stands for sand balance in parliament and continues to allow sand mining on the beach.

When questioned about sediment balancing actions, the Government only refered to the intention for a singular transfer of sand and the ongoing study for the use of offshore sand reserves. By doing this, the urge for a permanent sand transposition of man made obstacles (bypass) was completely ignored. We stress that both scientific community recommendations and official programs consider the bypass of utter most importance for the sustainability of the coastal protection based on sedimentary balance.

The Portuguese Government has often mistaken singular transposition (shots) with continuous transposition of the sand drift along the shore (sand bypassing) in an irresponsible manner. This attitude, promotes the depletion of financial EU resources originally intended to implement long term solutions for the coastal protection and the mitigation of climate change effects upon the shore.
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Património

As ondas do Cabo Mondego, entre a Murtinheira e o Cabedelo, na Figueira da Foz, estão formalmente consagradas como ondas com especial valor para a prática dos desportos de deslize - Nível I, no Programa da Orla Costeira (POC) Ovar - Marinha Grande, publicado no passado dia 10 de Agosto. Trata-se da primeira área em Portugal a ser reconhecida ao nível do Ordenamento do Território.

in Diário de Coimbra
Notícia em SURFTOTAL
Notícia em BEACHCAM
POC-OMG 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Flagrante DELITO.



As verbas comunitárias destinadas a promover o equilíbrio da dinâmica sedimentar afinal estão a financiar o agravamento do deficit e a destruição da praia submersa, a primeira defesa da nossa costa.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Areia na engrenagem.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Teleférico no PDM.

O Figueirense em Março de 2010. 

O SOS Cabedelo propôs a inscrição no PDM de uma infraestrutura de ligação para modos suaves de transporte entre o centro da cidade e Cabedelo, com o objetivo da continuidade de percursos na frente de mar e ao longo do rio - com a ligação à Ciclovia do Mondego cuja obra deve arrancar este ano. A proposta apresentada pelo Arq. Miguel Figueira em 2010, então elogiada pelo presidente Dr. João Ataíde, foi primeiro susbtituída pela possibilidade de uma ponte móvel, com custos proibitivos e difícil compatibilidade com a navegação e, depois, por um barco cuja não elegibilidade aos fundos comunitários terá deixado naufragar a ideia.
No âmbito da revisão em curso do PDM importa resgatar o teleférico como solução de ligação ao sul, porque não apresenta entraves quanto à viabilidade, funcionamento ou elegibilidade, deixando esta possibilidade aberta ao futuro da cidade.

Miguel Figueira com Pedro Vieira e Bruno Marques, 2010.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Agravamento do RISCO sobre o Hospital.



A intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para o Cabedelo prevê que a nova duna seja feita com recurso à ripagem de areia na zona da rebentação. Este método de recolha de areia para redução dos custos de transporte negligencia um impacto negativo relevante: a destruição da duna hidráulica - o banco de areia submerso. É relevante porque a duna hidráulica é a primeira barreira de proteção, já que promove a dissipação da energia das ondas a uma distância segura e afasta o impacto erosivo sobre a linha de costa. Sem esta oposição o mar facilmente abre caminho em terra, como aconteceu com a invasão do pinhal a sul da intervenção da APA, na praia da Cova. Estando o Hospital localizado precisamente a sul da praia do Cabedelo, igualmente exposto à ondulação predominante, será aceitável o agravamento do risco sobre aquele equipamento?


Invasão do pinhal a sul da intervenção da APA, na praia da Cova, na sequência da ripagem de areia e consequente destruição da duna hidráulica.

domingo, 7 de maio de 2017

Repetir o ERRO no Cabedelo.





imagem 1_ Recuo da duna primária no Diário de Coimbra em Janeiro de 2016.
imagem 2_ Recuo da duna primária e colapso da obra pesada em Fevereiro de 2017.


A intervenção de 2015 na praia da Cova, com obra pesada na raíz do molhe, em vez de suster o mar acelerou o seu avanço. Depois do recuo da duna primária a um ritmo sem precendentes em 2016, em 2017, para além da destruição da duna assistimos ainda ao colapso da obra então realizada. Em 2018 a APA pretende fazer o mesmo tipo de obra, na raíz do molhe sul, na praia do Cabedelo.

Planta do projecto adjudicado pela APA para a Praia do Cabedelo com o MURO DE BETÃO a vermelho_ Empreitada de Reconstruição do Cordão Dunar no Cabedelo, a Norte da Praia da Leirosa e a Norte da Vagueira.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Debate Público no dia 5 de Maio.

Vai ter lugar na Figueira da Foz, no próximo dia 5 de maio de 2017 (Sexta-Feira), pelas 19.00 horas, um debate aberto ao público, no Hotel Costa de Prata, sobre a EROSÃO COSTEIRA EM PORTUGAL, com as presenças e as intervenções, entre outros, do Prof. Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável), do Arq. Miguel Figueira, do movimento cívico SOS Cabedelo (e membro do Conselho Consultivo e Científico do Centro de Estudos do Mar-CEMAR), e do deputado português ao Parlamento Europeu Dr. José Inácio Faria (do Movimento Partido da Terra).

domingo, 23 de abril de 2017

Sustentabilidade e eficiência no uso de recursos?


Como pode a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) financiar intervenções que roubam areia ao mar no mesmo programa (POSEUR) que inscreve a promoção da "reposição do equilíbrio na dinâmica sedimentar ao longo da costa"???

Objectivos Específicos da Proteção Litoral (art.75º, secção11) do REGULAMENTO ESPECÍFICO DO DOMÍNIO DA SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA NO USO DE RECURSOS publicado na Portaria nº57-B/2015 de 27 de Fevereiro. 


sábado, 22 de abril de 2017

Ataque à praia.

A SOS Cabedelo fala de “um ataque à praia” e questiona a técnica de ripagem, a constituição de o que diz ser uma nova duna e a construção de um muro de betão. “Este tipo de intervenção é completamente errado”, referem Miguel Figueira e Eurico Gonçalves, membros da associação, ao PÚBLICO. Os activistas da associação criada em 2009 consideram que as intervenções reduzem a dimensão da praia e põem em causa a qualidade das ondas com a construção de um muro “supostamente para proteger o estacionamento que vai desaparecer dali”. 
...
Miguel Figueira refere mesmo que “toda a economia que tem gerado e aparecido na zona está em causa” com a construção do muro na zona da praia mais próxima do parque de campismo, uma vez que este tem impacto nas ondas do Cabedelo, uma praia muito frequentada por quem pratica desportos do mar. “A onda do Cabedelo é um activo”, realça, notando que “tem havido um ressurgimento daquela zona com a economia do mar depois do declínio da indústria naval”. 
...
Eurico Gonçalves diz que uma intervenção do género foi levada a cabo em 2015 a cerca de três quilómetros a Sul do Cabedelo, na Praia da Cova, e refere que entretanto “o mar invadiu a floresta a Sul e destruiu a raiz do molhe a norte”, pondo “em risco pessoas e bens”. 

In Público 22/4/2017 por Camilo Soldado

quarta-feira, 12 de abril de 2017

NÃO!





domingo, 2 de abril de 2017

Resistir

Tendo tomado conhecimento da intenção da APA em levar por diante a construção de um muro na frente do estacionamento da praia do Cabedelo, solicitámos de imediato informação sobre o projeto preocupados com o eventual impacto sobre as ondas. Apesar de nunca nos terem confiado uma simples cópia do projeto, com a ajuda e o empenho da autarquia, que partilhou connosco o receio de eventuais impactos negativos, fomos sendo informados dos contornos da intervenção nas três reuniões tidas na ARH Centro com os técnicos responsáveis pelo projeto. 

Depressa percebemos que a tipologia de intervenção para o Cabedelo repetia a receita aplicada em 2015 a sul da Cova - que recentemente denunciámos na Comissão Parlamentar do Ambiente - reforço da raiz do molhe com obra pesada, incluindo neste caso um muro de betão e ripagem de areias na zona de rebentação para proteção da duna primária que, neste caso, seria feito através da criação de uma nova duna na frente da existente com redução significativa da área útil da praia.

Ripagem de areia na zona de rebentação a sul da Cova em 2015.

Colapso da obra pesada de defesa aderente na raiz do molhe e destruição da duna em Fevereiro de 2017.

Colapso da duna a sul da intervenção e invasão do pinhal pelo mar em Fevereiro de 2017.

Fundamentámos a nossa crítica no mau exemplo da recente obra da Cova onde a intervenção na raiz do molhe está em colapso e a ripagem acelerou o processo erosivo sobre a duna, com rutura da mesma seguida pela invasão do pinhal pelo mar. Lembrámos que a sul da praia do Cabedelo, no lugar do pinhal, temos o Hospital e a Cova-Gala cujo contexto de risco não pode ser agravado.

Manifestámos a nossa perplexidade com o desconhecimento dos técnicos quando confrontados com o desvio desta tipologia de intervenção com a inscrita no POC, oportunamente apresentado a discussão pública pela própria instituição que representam. Lembrámos que a duna que pretendem construir compromete a área útil da praia colidindo, também, com o previsto no Plano de Praia então apresentado.



Plano de Praia e descrição da tipologia de intervenção presentes a discussão pública em Dezembro de 2015.

Ficámos a perceber que, apesar do empenho da autarquia em querer levar por diante uma transferência de grande volume a partir da praia da Figueira, não existe qualquer articulação com a intervenção proposta pela APA. Conforme evidenciado em Reunião de Câmara pelo arquiteto responsável pelo projeto municipal, no âmbito do PEDU, não se compreende que aqui se inscreva o recuo da duna enquanto no projeto da APA se inscreve o seu avanço; como também não se compreende, nem é aceitável, que o mesmo muro que atenta contra o mar e estraga as ondas, possa vir servir de sustentação à reabilitação do espaço que pretendem designar como Praça do Surf. Este tipo de estruturas que se opõem ao mar, promovendo a refração da ondulação (fenómeno conhecido como onda de ressaca - backwash), para além do impacto negativo na qualidade das ondas compromete a segurança da praia de banhos para o uso balnear.


Apresentção do projeto de intervenção do município para a praia do Cabedelo na Reunião de Câmara.

Apesar da disponibilidade da APA para algumas alterações ao projeto da empreitada em curso, não podemos deixar de manifestar a nossa oposição à intervenção no Cabedelo enquanto não estiverem garantidas todas as alterações que reivindicamos. Porque não podemos contemporizar com a ameaça à praia que emprestou o nome ao movimento cívico que, desde 2009, defende a proteção costeira por via do reequilíbrio sedimentar da deriva litoral. Porque não aceitamos que a APA ignore o resultado desastroso da intervenção a sul da Cova, as recomendações do Grupo de Trabalho do Litoral e o compromisso por via da discussão pública do POC. Porque não queremos que a iluminação noturna para o surf, prevista para a praia do Cabedelo e pioneira na Europa, sirva para evidenciar o confrangedor ridículo de uma administração disfuncional: 

  • Não aceitamos a ripagem de areia na zona de rebentação, porque atenta contra a primeira defesa da costa: a duna hidráulica;
  • Não aceitamos a perda de área útil da praia, porque compromete a viabilidade do uso balnear de uma das praias mais concorridas da região;
  • Não aceitamos qualquer obra pesada que se oponha ao mar, porque frequentemente o prejuízo resultante deste tipo de intervenções é maior do que o seu benefício.

Não é só desta ameaça contra o mar que nos iremos defender. É também da ameaça a princípios básicos do estado de direito pela forma displicente como a participação da cidadania é tratada. Não podemos aceitar que promovam o debate público que inscreve as mesmas soluções que à porta fechada optam por contrariar.
Resistiremos seguros de que irão perder esta contenda. Porque ao mar, ninguém vence!

terça-feira, 28 de março de 2017

Luz


domingo, 26 de março de 2017

Urgência



O PSD exigiu hoje ao Governo que estude com urgência as alternativas de transposição de areias na barra do rio Mondego, na Figueira da Foz. 

Em declarações à agência Lusa, no final de uma visita de deputados do PSD eleitos pelo círculo de Coimbra e dirigentes locais social-democratas à praia do Cabedelo, na margem esquerda do Mondego, o deputado Maurício Marques disse não compreender a demora na realização do estudo, assumido pelo Ministério do Ambiente para decorrer no primeiro ano de vigência do novo Programa da Orla Costeira (POC) Ovar - Marinha Grande, que ainda não está em vigor. 

"Esse prazo devia ser encurtado. Aliás, este estudo até deveria ter sido ser feito antes do POC, porque, se este projeto tiver viabilidade, provavelmente terá implicações no POC", argumentou Maurício Marques. 

Na ocasião, o deputado do PSD enalteceu a ação cívica do movimento de cidadãos SOS Cabedelo, que defende como solução a instalação de um ‘bypass' de inertes entre as margens (através de uma tubagem por debaixo do leito do rio), junto à foz. Maurício Marques lembrou que o SOS Cabedelo "levou à classe política no seu todo, sem qualquer partidarismo, uma solução para o problema" - numa alusão à audiência do movimento na comissão parlamentar de Ambiente e Ordenamento do Território - frisando que em causa, estão três questões, uma delas a deposição "enorme" de areia a norte do molhe norte do Mondego "que está a descaraterizar totalmente a Figueira da Foz". 

"A distância de conforto até à água é de 250 metros e aqui temos quase um quilómetro", frisou o deputado do PSD, aludindo àquele que é considerado como o maior areal urbano da Europa. A acumulação de areia a norte do molhe do porto comercial e em redor da infraestrutura portuária, por ação daquela barreira física, incide ainda sobre a segurança da navegação na barra do Mondego mas também sobre a falta de areia nas praias a sul, repetidamente afetadas por fenómenos de erosão "com danos enormes", avisou Maurício Marques. 

O deputado do PSD afirmou que a solução do ‘bypass' de areias poderá resolver "todas" as três questões enunciadas e incrementar a prática de surf nas praias a sul do rio, criando melhor condições à modalidade, pela deposição de areias: "Nós hoje temos de olhar para o surf como uma das potencialidades do país, é uma modalidade que tem crescido a nível nacional", observou. 

Na sequência dos trabalhos daquela comissão parlamentar, foram aprovados no parlamento dois projetos de resolução - um do PSD e outro do Bloco de Esquerda - recomendando ao Governo o estudo de alternativas de transposição de areias na Figueira da Foz, mas um dos pontos do projeto social-democrata (a realização de um estudo no primeiro semestre de 2017 com verificação de casos análogos) teve o voto contra dos deputados do PS, posição quer o deputado do PSD disse estranhar.

"O que estamos a pedir ao Governo é que se estude com urgência esta matéria. Verifique casos análogos pelo mundo fora, que estão a funcionar e se analise a hipótese de um projeto análogo, aqui", argumentou Maurício Marques. 

Já Miguel Figueira, do SOS Cabedelo, alegou que o movimento de cidadãos partilhou com os deputados da comissão de Ambiente as suas reflexões sobre o problema da Figueira da Foz e foi "muito bem recebido". 

"Muitas vezes queixamo-nos que os políticos estão longe e não estão por dentro das matérias, que há essa distância entre o terreno e a casa da Democracia, mas a verdade é que quando lá chegámos também nos questionámos porque não fomos mais cedo, porque esse também é o nosso trabalho, é um dever constitucional ajudar o Estado nas soluções para a proteção do nosso território", alegou. 

Miguel Figueira destacou que, após a deslocação do SOS Cabedelo à AR, houve propostas levadas a votação ao plenário [os projetos de resolução] que denotam "que há pessoas incomodadas com esta situação, que é uma situação de urgência que não está a ter uma resposta urgente". 

"Há aqui velocidades que não são admissíveis quando estão em causa a perda do território, perdas de vidas humanas na questão da barra ou uma cidade que vê cada vez mais deteriorada a sua relação primordial com o mar. O Governo não tem de esperar pelo POC para fazer isto [o estudo], há uma série de estudos e projetos que estão a ser feitos para a costa, não podemos parar o país à espera do POC, temos de agir", defendeu Miguel Figueira.

in Agência Lusa

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O Mar À Cidade


sábado, 4 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

o feitiço contra o feiticeiro



Um cargueiro em dificuldades foge à entrada na barra, depois da rebentação lhe ter empurrado a proa em direção à praia do cabedelo, comprometendo a rota em direção ao Porto Comercial - menos de dois meses depois de gastos 180 mil euros em dragagens na restinga...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

tapar o sol com um peneiro

Para acabar com a restinga de areia que provoca a rebentação na entrada da barra a dragagem tem que ser feita a norte da mesma. Uma dragagem preventiva para que a restinga não se chegue a formar.
Se querem resolver o problema porque raio não avançam com o estudo de viabilidade do BYPASS que é apontado como solução pelos mais proeminintes especialistas na matéria?

As Beiras e Diário de Coimbra de 31 de Outubro de 2016.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

...o que é a praia?

Maria João Seixas entrevista Miguel Figueira _ Afinidades

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

no meio do mar


domingo, 23 de outubro de 2016

tiro-no-pé faz POC

O Programa da Orla Costeira (POC) Ovar-Marinha Grande estará prestes a ser publicado uma vez que já é conhecido o relatório de ponderação da discussão pública. Assim consagra a lei e assim devia ser, e no entanto, na Análise Técnica da Participação que chegou ao nosso conhecimento persistem alguns vícios que comprometem a obrigatória conformidade legal com o relatório do Grupo de Trabalho do Litoral (GTL). Apesar do enquadramento legal dos nosso contributo estar fundado no mesmo documento que consagra na lei o próprio POC, não lhe é reconhecido esse vínculo directo, conformando um quadro de negligência grave.

Neste POC persistem as contradições sobre a transposição sedimentar contínua nas barras de Aveiro e Figueira da Foz. Ainda antes do BYPASS ou de outras soluções é a transposição em si que continua por inscrever de forma clara e objectiva, com a respectiva dotação financeira para a execução capaz de viabilizar a sua implementação urgente. Sem a transposição sedimentar contínua e a realimentação da deriva, conforme a estratégia de proteção preconizada pelo GTL, podemos ficar ainda pior do que aquilo que tínhamos no passado, suspensos entre dois paradigmas sem saber se a areia virá tranquilamente com o mar ou à bruta misturada no cimento em blocos de betão.

O POC continua coxo com mais um tiro-no-pé. Vamos ver se o Sr. Ministro Matos Fernandes o quer  mandar tratar para a caminhada da proteção da costa que tem de ser feita ou se voltamos ao penso rápido.


BEACHCAM 
SURFTOTAL

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

antes que chegue o inverno


Depois de meses à espera de resposta do gabinete do Ministro do Ambiente e da Agência Portuguesa do Ambiente enviámos por correio um saco com areia da praia da Figueira da Foz - a areia artificialmente retida na frente da cidade que vai fazer falta ao sul. 
Se nada fizer João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e destinatário desta nossa encomenda, quando voltar à Figueira da Foz para avaliar os estragos que o mar vier a fazer será duplamente responsável pelo prejuízo: porque não providenciou em tempo oportuno a transposição sedimentar na barra da Figueira da Foz (BYPASS) e porque não usou a areia que podia ter evitado o problema.

terça-feira, 7 de junho de 2016

identidade praia



 
O mar, no projecto da cidade, foi abordado ontem no seminário “O Turismo na Região Centro – Património natural: Olhares sobre os recursos e potencialidades”, promovido pelo curso Técnico de Turismo da Escola Profissional da Figueira. Designado “Figueira da Foz, do cabaret ao deserto”, o tema (tese de mestrado de um jovem arquitecto figueirense), centrou-se na evolução da cidade na frente marítima e no «tentar perceber, como em poucas décadas, se afastou da grande identidade de ligação ao mar».

Recorrendo a imagens e filmes da década de 40, Manuel Traveira explicou como a Figueira «primeiro conquistou o mar e o turismo» e depois «perdeu o mar», aludindo à década de 60, altura em que se optou por uma «estratégia alicerçada no porto comercial». Todavia, defendeu, «a cidade industrial não conseguiu vingar totalmente e condicionou o desenvolvimento turístico», com o molhe Norte «a aniquilar a praia e deixar a enormidade deserta do areal, vazio, uma chaga constante». E «com o prolongamento do molhe, o problema agudizou-se e desviou o canal da barra», disse.

Parafraseando Luís Cajão, o jovem arquitecto diz que a cidade «entra na vulgaridade da pevide e do tremoço» e os figueirenses «com uma saudade que não fere, mas dói». No entanto, realçou, a situação era previsível como “descobriu”, num relatório do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), de 1958, que mostra que «as consequências de hoje já estavam identificadas e apontava a solução de transposição das areias de Norte para Sul, de forma artificial (by passe)».

Manuel Traveira sustentou que a praia «cresceu em planta e altimetria, a areia vem pelo mar e pelo ar e chega a formar uma praia dentro da barra. É insustentável para o porto e a dragagem pontual não resolve o problema de fundo», frisou, aludindo ainda ao «risco» das casas da outra margem e do próprio Hospital. O jovem arquitecto defende também que «construir em cima do erro, não resolve o problema de fundo, porque a praia vai crescer cada vez mais», criando arribas e inviabilizando a vertente turística. Aludindo ao Movimento Cívico “SOS Cabedelo” que integra, diz que «há outra visão de cidade», para que esta não perca «a identidade praia».

No encontro foram ainda intervenientes Pedro Machado, que falou nas grandes apostas da Turismo Centro – o turismo cultural, o de natureza e mar e promoção turística – João Rocha que focou o património geológico do monumento natural do Cabo Mondego e Jorge Santos sobre como os percursos pedestres podem ser uma ferramenta para o turismo sustentável.

Diário de Coimbra, 3 de Junho de 2016.
Bela Coutinho

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O MAR À CIDADE @ Centro Cultural de Belém

A praia que defendemos na exposição Arquitetura em Concurso: Percurso Crítico pela Modernidade Portuguesa, no CCB até 29 de Maio.




““Competitions lead inevitably to experimentation in design, and the effect of experimentation will be seen not only in the building finally erected, but even more in the education they give to juries, to architects, to clients and to the public.”

Talbot F. Hamlin, «Competitions», 1938

sábado, 27 de fevereiro de 2016

bioesfera

O bypass, a "requalificação" de praias e a "renaturalização" de sistemas dunares - entrevistas em 27 de Fevereiro de 2016 com o arquitecto Miguel Figueira e os professores Filipe Duarte Santos e Cesar Andrade.

Biosfera XIII Episódio 24 from Cidade Surf on Vimeo.

sábado, 9 de janeiro de 2016

de costas voltadas ao mar

Das dez imagens divulgadas com a notícia da intervenção para a praia só numa conseguimos ver uma pontinha de mar... Não termina aqui a travessia do deserto.

Imagem do projecto para a praia em Figueira na Hora

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

noite escura

O projecto para a iluminação do surf no Cabedelo foi entregue à Câmara em 2011 na sequência do desafio lançado em 2010. Os postes trazidos há um ano ainda estão deitados no mesmo sítio onde os deixaram... Ou estão a descansar do muito uso que já traziam ou da espera que também já não é pouca.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

negação POC

Apesar do consenso sobre os benefícios da solução de transposição sedimentar na barra da Figueira da Foz [BYPASS], o Programa para a Orla Costeira [POC], que agora está em discussão pública, persiste com a sua estratégia de negação.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

discussão POC

Está a decorrer o prazo da Discussão Pública do Programa para a Orla Costeira POC Ovar-Marinha Grande. Toda a informação no site da APA

A proposta, agora em discussão, para além de ter limitado a profundidade (limite paralelo à costa) da zona de banhos, também separou o surf dos modos náuticos, facilitando a compatibilidade de usos e reconhecendo a diferença do impacto que reivindicámos. Ainda que subsista a dúvida se o surf pode ou não ser condicionado com a bandeira vermelha, aplaudimos de pé estas alterações que vão de encontro à inclusão que defendemos. Pior estamos com a distinção da onda (direita) mais longa da europa, a possibilidade de utilização das areias retidas a norte do Porto Comercial e a transposição de sedimentos na barra.
Apesar da evolução, sobretudo no que concerne à compatibilidade de uso com o surf, mantêm-se as contradições de base com as orientações do Grupo de Trabalho do Litoral GTL que subscrevemos, subsistindo ainda razões para a nossa oposição a esta proposta do POC.

imagem da participação pública

domingo, 8 de novembro de 2015

reserva POC

A Gold Coast QLD foi este ano distinguida como Reserva Mundial de Surf, a segunda na Austrália, e no entanto a Gold Coast e os principais destinos de surf do país desde há muito que gozam regimes especiais (NSR) para a proteção das ondas e desenvolvimento do surf. Porque razão não segue o POC este bom exemplo da prática internacional e avança de vez com Resevas de Surf para as nossas principais ondas? Aqui ao lado os Bascos já avançaram com a Reserva de Mundaka, porque é que nós não avançamos com o Cabo Mondego? Não é preciso inventar a roda, basta inscrever esta diferenciação a que julgamos o POC estar obrigado e fica feito. A principal diferença entre a Austrália e Porugal não está na qualidade das ondas, mas antes na atitude em relação à proteção dos valores endógenos: eles são mais diligentes, nós somos mais negligentes.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

classificaçao das ondas POC

A proposta do Programa da Orla Costeira (POC) ignora a recomendação do Grupo de Trabalho do Litoral (GTL) que determina a classificação das ondas de referência internacional para o surf. No relatório do GTL reitera-se a distinção dos locais mais valiosos para a prática do surf, os mesmos locais também inscritos no Plano Estratégico Nacional do Turismo, que o POC não quer distinguir.

Páginas 125 e 126 do Relatório do GTL, Dezembro de 2014.

domingo, 1 de novembro de 2015

areia nos olhos POC

O proposta do Programa da Orla Costeira (POC) ignora as directrizes da Operacionalização da Política de Gestão de Sedimentos, Transposição Sedimentar e Manchas de Empréstimo definida pelo Grupo de Trabalho do Litoral (GTL), junto das principais barras portuárias e em particular das barras de Aveiro e Figueira da Foz. Não inscreve a transferência da deriva litoral no Programa de Execução nem contempla o aproveitamento das areias retidas a norte dos molhes. 

Páginas 11 e 12 do Sumário Executivo e Recomendações do GTL, Dezembro de 2014.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

cajadadas POC

Tanto na proposta do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) como agora com esta proposta do Programa da Orla Costeira (POC) corremos o risco da interdição ao surf nas praias concessionadas e à repetição do absurdo que assistimos com o caso de Aveiro no início da época balnear em 2015. Mesmo quando se trata de uma praia com "especial aptidão para os desportos de deslize” a proposta de regulamento mantém a intenção dos canais de circulação e acesso à margem de modos náuticos e a possibilidade de interdição ao surf em 70% da frente de praia. Não estando prevista qualquer norma que restrinja a aplicação da regra apenas aos cenários de conflito de uso entre o surf e os banhistas também corremos o risco de manter o disparate da interdição à prática do surf, mesmo que exista uma distância de segurança à zona de banhos, como acontece com o caso das ondas de Buarcos, ou se verifique a interdição de uso aos banhistas por causa da agitação marítima - bandeira vermelha.
Ao contrário do ditado... parece-nos que isto são cajadadas a mais para um coelho só!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

modos POC


Tanto na proposta do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) como agora na proposta do Programa da Orla Costeira (POC), "Modos Náuticos - são todos os veículos flutuantes autónomos, motorizados ou não, com funções de transporte de um ou mais passageiros em meio aquático”. Uma definição com reflexos regulamentares quanto ao condicionamento na maioria das praias, designadamente no que concerne à existência de espécies a proteger ou conservar. Na prática, sempre que se constatar motivo de risco que leve ao condicionamento a embarcações de motor com capacidade para vários passageiros, também estamos a aplicar a mesma condicionante a quem circule a remar a braço em cima de uma prancha... Julgamos que é fácil perceber que terá que haver uma distinção em vários grupos em função dos potenciais impactos. Na sua grande maioria o grupo de praticantes dos desportos de ondas tem preocupações ambientais e do resultado da prática do surf não são conhecidos impactos negativos, pelo que a especialização do grupo "Modos Náuticos" deverá considerar estas diferenças. Não se trata de uma questão de pormenor, na medida em que as implicações regulamentares desta norma, na prática, podem interditar o acesso a uma parte muito significativa da nossa costa.

http://janamorganphotography.com/underwater-surf-photography/#blank

sábado, 24 de outubro de 2015

inferno POC



Reconhecemos a referência recorrente da “onda (direita) mais longa da Europa” nesta proposta do Programa da Orla Costeira (POC), bem como da candidatura a World Surfing Reserves da frente Murtinheira/Cabedelo. Reconhecemos ainda que aqui existe uma grande evolução relativamente à anterior proposta do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e até aplaudimos a inclusão nas Directivas [NE6] da necessidade de serem consideradas as potenciais implicações das obras portuárias ou de proteção costeira nas ondas, mas não compreendemos a ausência daquela singularidade ao nível da proposta normativa. Não encontramos nas Diretivas nem na proposta do Regulamento qualquer tipo de referência a este património de excepção que sustenta o produto estratégico “Surf” inscrito no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT). Tal como no património edificado temos o Interesse Municipal e o Monumento Nacional, também aqui, para além da dimensão local de algumas praias com “especial aptidão para os desportos de deslize” que deverão ter a sua adequada proteção, defendemos uma categoria que garanta a diferenciação positiva, capaz de ancorar uma estratégia de desenvolvimento consentânea com os propósitos inscritos tanto no PENT como no Plano Estratégico da Figueira da Foz. A singularidade do recurso em causa deve ser considerada tanto ao nível da protecção como ao nível do uso. Nestes lugares o POC deve defender o desenvolvimento do surf e não a limitação no acesso à ondas, sob pena de contradição insanável com a prossecução dos princípios definidos para a sua elaboração - "Criação de condições para a manutenção, o desenvolvimento e a expansão de actividades relevantes para o país, tais como… actividades socioeconómicas que se encontram dependentes do mar e da orla costeira, bem como actividades emergentes que contribuam para o desenvolvimento local e para contrariar a sazonalidade."

Insistimos neste ponto porque de boas intenções está o inferno cheio.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

aptidão POC


Na proposta do Programa da Orla Costeira (POC) estão assinaladas as praias com “especial aptidão para os desportos de deslize”, no entanto ficámos surpresos com a exclusão do Cabedelinho e sobretudo da praia Buarcos-Figueira deste grupo. Mas o nosso maior espanto vem da constatação desta classificação de nada servir, nesta praia ou noutra qualquer, uma vez que na proposta de regulamento do POC não conseguimos encontrar qualquer norma aplicável ao grupo com “especial aptidão para os desportos de deslize” - já que o art.º 54 do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) que contemplava as ondas e os desportos de deslize terá sido suprimido na transição para o POC...

Fotografia do João Bracourt na praia Buarcos-Figueira com Ivo Cação em 2011.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

tremoço POC

A praia entre o Teimoso e a Murtinheira está classificada na proposta do Programa da Orla Costeira (POC) como Tipo V - PRAIA COM USO RESTRITO - impondo o uso condicionado à circulação dos “Meios Náuticos” ou “Modos Náuticos”, pelo que nos arriscamos a não poder surfar ondas como SS, a Portaria ou a Mina. Como também a apanha de espécies marinhas é condicionada "… de acordo com as conclusões obtidas através da realização de estudos específicos a realizar…” [ nº6 do Artigo 14º], concluímos que para além de se acabar com o surf, também vai deixar de haver percebes. Pelo andar da carruagem vale mais deixar isto e dedicarmo-nos à apanha do tremoço; no Plano Estratégico Nacional do Turismo, substituímos o surf pelas minis, e ficamos outra vez bem servidos com este produto estratégico, que apesar de não ser novo tem sempre retorno garantido.

Fotografia da Mina (Teimoso-Murtinheira) de Bruno Ribeiro em 15-10-2015.

domingo, 18 de outubro de 2015

a sopa azeda do POC

Muitos cozinheiros estragam a sopa. O ditado encaixa bem no regulamento do Programa da Orla Costeira (POC) que anda a ser discutido à porta fechada. Entre o erro da numeração dos tipos de praia, a alteração dos termos inscritos nas definições e a confusão na forma da divisão da praia, temos sabores para todos os gostos. No regulamento (alíneas c) e d) do nº 1 do artigo 5º as praias passam do tipo 3 para o 6 e na planta substituem o 6 pelo 4. Nas definições, artigo 4º, explicam-nos o que são “Modos Náuticos” para nos artigos seguintes alternarem entre estes “Modos” e outros “Meios” que porventura até serão os mesmos. Num lado divide-se a praia em partes e no outro opta-se pelo sistema das percentagens, ficando sempre a dúvida relativa à diferença entre os dois terços e os setenta por cento... São tudo falhas justificáveis, por isto ou por aquilo, facilmente resolvidas com uma revisão mais cuidada de um processo que tem andado para trás e para a frente e até porventura de mão-em-mão. Mais complicada fica a restauração da confiança neste processo que deveria estar fundado no rigor e na competência. Entre o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e o POC a sopa, que já não era boa, pode também agora estar azeda. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

o custo-benefício e o prejuízo

O relatório do Grupo de Trabalho do Litoral (GTL) prevê "a adoção de sistemas de transposição sedimentar" na barra da Figueira - 1,1Mm3 em cada ano - um circuito altenativo à passagem das areias na frente da barra que provocam a rebentação na entrada do Porto Comercial.
O Programa da Orla Costeira (POC), agora em discussão à porta fechada, em vez de avançar para a solução refugia-se na intenção das avaliações custo-benefício agravando o prejuízo a cada dia que passa. 

Fotografia do naufrágio do Olívia Ribau.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

silêncio






















Guardamos o silêncio em respeito pelas vítimas do naufrágio na barra da foz do Mondego, manifestando o nosso luto por aqueles com quem partilhámos o mesmo mar.

domingo, 4 de outubro de 2015

POOC/POC-OMG

Fomos surpreendidos com a notícia dos trabalhos que decorrem à porta fechada para a elaboração do Programa da Orla Costeira (POC) que veio substituir o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC). Não estamos surpreendidos com o facto de decorrerem à porta fechada, porque já nos fomos habituando a isso, mas pelo facto deste debate estar a decorrer agora: em cima das eleições e sem conhecer o resultado do estudo solicitado ao grupo de trabalho para a operacionalização da estratégia definida pelo GTL. Mas o maior espanto e consternação prende-se com o facto do Plano de Praia Buarcos/Figueira (PP27) prever o aumento da praia em vez do seu recuo, e com o facto do surf continuar a ser considerado uma ameça ao uso balnear em vez de uma oportunidade para o desenvolvimento. Como se depreende da  inscrição no mar das novas áreas de concessão (ver planta anexa) o aproveitamento de sedimentos em fim de ciclo (retidos a norte da barra) previsto no relatório do GTL para a operacionalização das transferências de elevada magnitude não é para cumprir. Como se isto não bastasse, a transferência regular da areia trazida pela deriva também não está prevista. 

PP27 - Plano de Praia Buarcos-Figueira da Foz / POC-OMG

No que concerne à estratégia de proteção costeira, parece-nos óbvio que o POC colide com as orientações inscritas no relatório do GTL. Quanto ao surf, actividade emergente de reconhecido valor para o desenvolvimento local e para contrariar a sazonalidade, julgamos que as propostas inscritas neste POC não só colidem com o próprio despacho regulamentar que determina a sua elaboração mas também o PENT que o destaca como produto estratégico. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

BYPASS para transposição das areias na barra

O coordenador do Grupo de Trabalho do Litoral, Professor Filipe Duarte Santos, visitou recentemente o By-Pass da Gold Coast, na Austrália, destacando aquela tecnologia como solução para a transposição de sedimentos na barra da Figueira da Foz.


Debate no Figueira Film Art 2015 - Miguel Babo (moderador), Hermano Sousa (Presidente da Comunidade Portuária da Figueira da Foz), Filipe Duarte Santos (coordenador do Grupo de Trabalho do Litoral), Miguel Figueira (SOS Cabedelo), Manuel Traveira (autor da tese de mestrado sobre a Figueira da Foz «Do Cabaret ao Deserto») e Eurico Gonçalves (SOS Cabedelo).

"...Quem esperasse, ontem, contraditório à posição do movimento cívico SOS Cabedelo, que tem publicamente defendido a construção de um by-pass (um túnel para deslocação contínua das areias das praias a norte para as a sul), sairia desiludido. Duarte Santos considerou que o caso daFigueira da Foz “é dos mais gritantes” no que respeita à erosão costeira, e defendeu que “não há incompatibilidade entre ter um porto e uma praia que não seja exageradamente grande, como a que existe actualmente”, desde que seja encontrada e posta em prática uma solução. “E não tem nada de extraordinário, basta o transporte das areias a Norte para Sul”, resumiu. “Na Austrália, num caso semelhante mas mais complicado em termos de traçado, a solução do by-pass resultou”, adiantou. “O que é preciso é que os poderes públicos tenham em sua posse estudos fiáveis e se disponibilizem a fazer análises de custo-benefício e a implementar a melhor solução”, sintetizou, adiantando que, na sua opinião, o by-pass fixo é mesmo a melhor resposta a longo prazo.”E Portugal tem uma longa tradição de engenharia costeira”, lembrou, afirmando-se convicto de que “estão reunidas as condições para avançar”, uma vez que, acredita, “há verbas comunitárias” disponíveis. “E é o necessário: vontade política e financiamento”, sumariou."

in nota do Figueira Film Art

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

The Surfer's Journal

O Cabedelo por Michael Lay, convidado do Gliding Barnacles Gentlemans Club em 2015, para a prestigiada revista The Surfer's Journal #24.3.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ARQA arquitectura e arte contemporâneas

Luís Santiago Baptista e Paula Melâneo entrevistam Miguel Figueira para ARQA - revista de arquitectura e arte contemporâneas #119 APROXIMAÇÕES LOCAIS.



[…]

LSB / PM
No contexto de um mundo crescentemente globalizado, como pode a arquitectura responder aos problemas e desafios dos lugares específicos?

MF
Na Figueira da Foz há já alguns anos que defendo a devolução ao mar da areia retida na principal frente urbana da cidade, para proteger o sul da erosão e, ao norte, devolver o mar à cidade. Foi no surf, numa praia do sul, que senti o primeiro impacto da desregulação da deriva das areias no mar, resultado das obras no porto comercial, que condicionava a qualidade das ondas e ameaçava aquele lugar. Trata-se da praia do Cabedelo onde se estreou no nosso país o circuito mundial de surf e que a interrupção com as restrições ao voo dos americanos, a seguir aos ataques de 11 de setembro, viria a retirar do calendário. O mediatismo do surf voltou mais tarde para se fixar em Peniche, deixando o Cabedelo entregue à sua condição periférica na cidade, à mercê dos danos colaterais das obras portuárias. O debate público só se dedicou ao tema depois de esclarecido que a acumulação de sedimentos que atenta contra a identidade da cidade-praia é parte do mesmo problema que também atenta contra o sul. Seguimos com o debate até aos antípodas, onde a comunidade de surf tem outra expressão e por esse facto os mesmos problemas são tratados de forma diferente. Da Austrália trouxemos a tecnologia do bypass que, ao permitir fazer a transposição mecânica das areias, possibilita a recuperação que defendemos. Por casualidade percebemos que o engenheiro que concebeu o sistema é um católico devoto de ascendência irlandesa e assim, no mês de Maria, depois da visita ao santuário de Fátima, conseguimos trazê-lo para uma reunião com o Dr. Manuel Pinto de Abreu, Secretário de Estado do Mar e obreiro do alargamento da plataforma continental. No início deste ano depois das tempestades que mostraram as fragilidades da nossa estratégia de defesa costeira, o Dr. Jorge Moreira da Silva, Ministro do Ambiente, baseado num relatório solicitado a um conjunto de notáveis especialistas nacionais, anuncia a viragem que pretende implementar a favor da realimentação sedimentar que, não só prevê a transferência de sedimentos na barra da Figueira para proteger o sul, como avança com a urgência da rápida devolução ao mar dos sedimentos retidos na frente da cidade para fazer face à insuficiência de décadas na deriva litoral. Ainda que este processo esteja longe de estar concluído, e que venha a ter outros desenvolvimentos, não parece que fosse possível devolver a viabilidade ao lugar sem o envolvimento da cidade, nem sem a alteração da política de proteção costeira do país ou a experiência que veio do outro lado do mundo. E ainda assim, mesmo com as torres gémeas, o bypass e os três pastorinhos, a sua filiação manter-se-á sempre naquele mar.

Julho de 2015