quinta-feira, 4 de junho de 2015

pouca margem

Excerto da opinião de Rui Curado em As Beiras de 4/6/2015.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

atirar a culpa ao mar

08/05/2015 a sul da Cova-Gala


Andam a refazer a duna atrás da praia com a areia que lhe roubam à frente. Quando chegar a hora do mar voltar para levar o que lhe pertence, os mesmos que hoje se opoêm à transposição das areias retidas na praia da Figueira e que defendem a ocupação do areal, vão ser os primeiros a atirar a culpa ao mar.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

vão-se os anéis, ficam os dedos...

O recuo que pode permitir o regresso de O MAR À CIDADE.
in As Beiras em 29 Abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

H grande

"Qualquer que seja a solução para consolidar as areias a norte, será uma certidão de óbito para a Figueira da Foz, porque a praia vai continuar a crescer", adverte o autor da tese de mestrado em arquitectura, Manuel Traveira, em As Beiras.


domingo, 29 de março de 2015

Há só mar no meu País

in notícia Magazine

terça-feira, 17 de março de 2015

750 milhões de euros para a costa

Miguel Figueira e Eurico Gonçalves entregam um saco de areia da praia da Figueira a Jorge Moreira da Silva, Ministro do Ambiente, que anunciou 750 milhões de euros para a costa num programa centrado na realimentação sedimentar das praias.

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O movimento cívico surge em 2009 perante a ameaça à onda do Cabedelo, com a obra de prolongamento dos molhes do Porto Comercial da Figueira da Foz. Em 2010 organiza, na Figueira da Foz, o Seminário Impacto do Surf na Sociedade onde, pela primeira vez em Portugal, se reúnem especialistas das mais variadas áreas disciplinares em torno do surf, alargando-se a reflexão ao papel do mar e do surf no desenvolvimento local. Com a vitória na iniciativa MOVIMENTOMILÉNIO em 2011, ficou inscrita a tecnologia de BYPASS como solução para a reposição da deriva litoral, para melhorar as condições de surf e combater a erosão, a sul. Em 2012, com a distinção no Concurso de Ideias para a praia da Figueira e o aprofundamento da reflexão a norte do porto comercial, coloca-se, pela primeira vez, a possibilidade da devolução da areia, retida na principal frente da cidade, ao mar. Ainda em 2012 o SOS Cabedelo lança a campanha - usar a areia do norte para proteger o sul da erosão e devolver O MAR À CIDADE - intensificando a divulgação pública e os contactos com a administração. Em 2013 regressam à Gold Coast para participar na Global Surf Cities Conference e voltam novamente ao BYPASS do rio Tweed. No final de 2013 vêem recompensados os seus esforços na luta pelo reconhecimento da direita mais longa da Europa, a norte da cidade, com a sua inscrição no Plano Nacional Estratégico do Turismo. No início de 2014, no Azores Wave Week sobem o tom da contestação à revisão em curso do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), questionando a estratégia de protecção costeira preconizada. Depois das três investidas do furacão Hércules, da suspensão da revisão do POOC e da nomeação do Grupo de Trabalho do Litoral (GTL) pelo Ministro do Ambiente é, na Figueira da Foz, que têm oportunidade de partilhar a reflexão com os especialistas liderados pelo Professor Filipe Duarte Santos. O relatório agora apresentado pelo GTL revela uma profunda mudança do paradigma de protecção costeira que agora se quer centrado no reequilíbrio sedimentar, com a transposição de sedimentos nas barras de Aveiro e da Figueira da Foz e a devolução das areias retidas em fim de ciclo ao mar.

Entrevista na SURFTOTAL
Notícia no OBSERVADOR

sábado, 14 de março de 2015

Junta de Freguesia de S.Pedro


Sessão pública sobre erosão costeira, na Junta de Freguesia de São Pedro, com a presença do coordenador do Grupo de Trabalho do Litoral, Professor Filipe Duarte Santos e da deputada do Bloco de Esquerda, responsável pelas questões ambientais, Helena Pinto.

quinta-feira, 12 de março de 2015

outdoor


domingo, 8 de março de 2015

+ SURF

Iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian - IDEIAS DE ORIGEM PORTUGUESA 2015
artigo SURFTOTAL

segunda-feira, 2 de março de 2015

ideias de origem portuguesa

Transferência de conhecimento através da plataforma global do surf.
2015.ideiasdeorigemportuguesa.org

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

19 de Fevereiro @Cabedelo

Outras fotos de Henrique "Barbas" Azevedo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Hiroshi Azuma @Cabedelo

Visita do Embaixador do Japão à Figueira da Foz.
Figueira TV

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CEMAR 1995-2015

in Diário de Coimbra de 2 de Fevereiro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

manta curta

O mar que avança no sul para dentro da floresta é o mesmo que foi empurrado ao norte na frente da cidade, como uma manta curta que para cobrir a cabeça está agora a deixar os pés a descoberto. Falta a um lado a areia que ficou no outro.


As Beiras 22/01/2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

size matters

A largura das 10 melhores praias urbanas no mundo e a da Claridade na Figueira da Foz.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

180m de largura

A 12 de Junho de 1965, era notícia no Jornal, O Figueirense, a "largura enorme" da nossa praia de banhos. Este facto representa o primeiro momento em que os figueirenses tomaram consciência de que a “Rainha” tinha perdido a linha. Ora em Junho de 1965, segundo a “Análise da Evolução da Praia da Figueira da Foz” realizada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, a praia da Claridade, a um ano de se finalizar a construção dos molhes, tinha a largura máxima de 180 metros na maré alta, hoje a praia da Claridade é três vezes maior.

Guest Post _ Manuel Traveira, com imagem do Arquivo Fotográfico Municipal da Figueira da Foz.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

2015 à espera do mar

Clifford Coffin, American Vogue 1949.

domingo, 28 de dezembro de 2014

multiusos

Se o surf é grande atrativo para a consolidação da "Marca-País", colocando-nos no Top 10 da procura turística global, porque não fazer um parque multiusos para o surf, o bodyboard, o skimming, o stand up paddle, o kayaksurf e kitesurf?... Porque não defender na principal frente urbana um parque de ondas para todos os gostos? Porque não usamos o mar?
Se sabemos que foram as ondas que inscreveram a cidade no Plano Estratégico Nacional do Turismo porque é que insistem em construir campos sintéticos no lugar das ondas? Se para o turismo é o surf que lidera a prefência dos consumidores porque é que insistem em empurrar para ali os jogos com bola?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

raro bom senso


O professor universitário Filipe Duarte Santos, presidente do grupo de trabalho criado pelo Governo para apresentar soluções para a orla costeira, defendeu ontem um “acordo de regime” nas medidas que venham a ser adotadas.
O investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa frisou que o Grupo de Trabalho do Litoral (GTL) analisou um problema “que é nacional”, olhou para Portugal continental desde o Minho até à foz do rio Guadiana, identificou zonas de risco e propôs soluções, cabendo agora ao Governo seguir ou não essas recomendações.
“Sobretudo, preocupa-nos que haja um consenso de regime e que não seja uma coisa vulnerável à periodicidade governamental que é normal em democracia. Mas que haja um acordo de regime, porque são coisas muito básicas e que custam muito dinheiro aos contribuintes”, disse à agência Lusa Filipe Duarte Santos.
À margem de uma reunião com responsáveis autárquicos da Figueira da Foz, o presidente do GTL admitiu que o relatório entregue ao ministério do Ambiente muda o paradigma da defesa da costa, ao contrapor ao modelo de obras pesadas com construção de esporões e paredões o enchimento de praias com areia, e pretende contribuir para a resolução de um problema “complexo”.
Deu o exemplo da zona costeira entre o Minho e Nazaré que está confrontada “com um problema de perda de território”.

“É um problema com que todos nós estamos confrontados e que o país tem de resolver da melhor maneira, tendo em conta que é necessário fazer análises de custo/benefício para encontrar soluções”, disse.

Filipe Duarte Santos na Figueira TV

SOS Cabedelo na Figueira TV

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

às voltas com o porto e a praia



A praia  na Figueira TV e o porto em As Beiras.

domingo, 21 de dezembro de 2014

erro humano

"O GTL diz que é frequente atribuir-se a causa dos estragos à tempestado  e não a uma decisão ou uma cadeia de decisões (erro humano)" em O Dever de 18 de Dezembro de 2014.

sábado, 20 de dezembro de 2014

para trás anda o caranguejo

Público




Gonçalo Cadilhe na SIC, em 2012, critica o cenário com esporões paralelos à costa, para Buarcos, inscritos na revisão do POOC, cenário de protecção oportunamente afastado pelo Grupo de Trabalho do Litoral (GTL). 
Enquanto relatório do GTL aponta para uma alteração do paradigama de protecção costeira que se distancia dos cenários de guerra contra o mar, a Câmara da Figueira (CMF) insiste no contrário. O GTL pertende libertar a areia, a CMF quer aprisiona-la, mantendo-nos a todos reféns dos mesmos erros do passado.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

sonho americano

A Câmara  da Figueira usa o exemplo da Flórida para justificar a necessidade de ocupação da praia com um parque multiusos. Acontece que  lá na América fazem isso tudo em menos de 100m de praia...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

frango esturricado

 As Beiras 16.12.2014


cidadesurf @ smart water research centre
Griffith University, Queensland, Australia
2012

sábado, 6 de dezembro de 2014

BYPASS on air

Pedro Adão e Silva na TSF 06 12 2014.
Filipe Duarte Santos e João Ataíde na ANTENA 1 04 12 2014.
.

TSF from Cidade Surf on Vimeo.

domingo, 30 de novembro de 2014

sábado, 29 de novembro de 2014

cidadania

Reunião do GTL na Figueira da Foz aqui.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

dúvida


vídeo de Rui Paulo Gonçalves

Se o vídeo do Rui Paulo Gonçalves, anterior ao relatório do Grupo de Trabalho do Litoral, revela o brutal assoreamento da barra em apenas quatro anos, será mesmo possível que a expansão do porto comercial esteja agora refém daquele documento? Ou será que alguém se enganou nas contas e mais uma vez nos quer empurrar na fuga para a frente, atirando as culpas para trás?
O sistema fixo de dragagem com BYPASS não só baixa o custo do metro cúbico dragado, como evita que as areias contornem o molhe norte e entrem no canal de navegação. Em vez de se dragar o problema, no sistema fixo - com a transposição de sedimentos, draga-se para o evitar. É compreensível que se ponham trancas na porta depois da casa roubada, o que não se percebe é que não se ponham as trancas hoje quando sabemos que vamos ser roubados amanhã.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

medo



A Câmara estará com medo que a praia da Figueira volte a ser o que foi? Que volte a ser a Rainha das Praias de Portugal? Que encha de gente no verão? Está com medo de quê?... A Figueira não tem medo do mar, a Figueira fez-se cidade com ele.



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ataíde contesta preocupado...


As Beiras e Diário de Coimbra - 25 Novembro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

combater o débito com o excesso

Oxalá usem a areia a mais do norte, na Praia da Claridade, para proteger o sul da erosão e devolver O MAR À CIDADE.

in Jornal de Notícias 16.11.2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Tanto Mar

João Catarino, Eurico Gonçalves, Pedro Adão e Silva e Miguel Figueira no Museu Marítimo de Ilhavo nas comemorações do Dia Nacional do Mar.

sábado, 8 de novembro de 2014

o mar mais perto da cidade...

[...] O secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos [...] assumiu que a linha de orientação que está a ser seguida pela equipa nomeada pelo ministro Jorge Moreira da Silva privilegia a questão do chamado “equilíbrio sedimentar”, ou seja, a reposição da deriva de sedimentos (areias), que deixou de acontecer na nossa costa, de norte para sul, com as barragens construídas nos rios e os portos e outras barreiras que, no mar, interrompem esse fluxo [...] 

[...] Filipe Duarte Santos assumiu que é preciso ajudar a população a perceber a natureza do problema e a necessidade do investimento. Que não é tão elevado se virmos, por exemplo, o caso da Holânda, país que há duas décadas deixou de olhar para a defesa da costa como um problema de água, controlável por diques e esporões, para o ver como uma questão de equilíbrio sedimentar [...] 
[...] para o investigador, atirar areia para cima do problema, ou espalhá-la pela linha de costa para que o mar faça o trabalho de encher as praias, é uma solução que deve ser ponderada [...]

sábado, 1 de novembro de 2014

milhões de metros cúbicos

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

expectante

 
in As Beiras de 29/10/2014 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

o melhor e o pior do verão

No sul falta areia mas não faltam os banhistas, na Claridade temos areia a mais e banhistas a menos. Por este andar vamos precisar de um bypass para mandar a areia para o sul e outro para de lá trazer os banhistas...

 A Voz da Figueira de 10 de Setembro.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

compromisso




O Partido Socialista (PS) apresentou no Parlamento um projecto de resolução que recomenda ao Governo a promoção da onda de Buarcos, Figueira da Foz, como a onda direita mais comprida da Europa.
Os deputados João Portugal e Mário Ruivo, que assinam o documento, lembram que a onda de Buarcos está inscrita no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), por resolução do Conselho de Ministros de Abril de 2013, como a onda direita (que se desenvolve da esquerda para a direita) mais comprida do continente europeu, exigindo do executivo a "devida promoção da Figueira da Foz como um concelho com condições ímpares para a prática do surf".
Os deputados lamentam ainda que na edição da FITUR - Feira de Turismo de Madrid o Turismo de Portugal não tenha efectuado a promoção internacional da onda da Figueira da Foz, ao contrário do que aconteceu, alegam, com a onda da Nazaré."
O projecto de resolução vai ser apreciado, votado e, se for aprovado, o Governo terá de cumprir a recomendação", disse à agência Lusa o deputado João Portugal.
Já Miguel Figueira, do movimento de cidadãos SOS Cabedelo - entidade que fez a proposta de inclusão da onda de Buarcos no referido plano estratégico - congratulou-se pela iniciativa dos deputados socialistas, mas deixou críticas quer ao Governo quer à autarquia da Figueira da Foz, apontando a "falta de estratégia" na promoção da cidade enquanto destino de de surf."
A onda de Buarcos não estava no PENT, foram os cidadãos que a meteram lá e a Câmara nem sequer subscreveu a iniciativa nem nada disse para o PENT", frisou Miguel Figueira.
Por outro lado, referiu que a onda da Figueira da Foz, que se estende do Cabo Mondego à baía de Buarcos, é a única caracterizada no PENT, ao contrário das de Peniche e da Nazaré, cuja inscrição no plano está directamente relacionada com os eventos que ali se realizam."
E o Turismo de Portugal tem a máquina [de promoção] oleada do lado dos eventos, mas não tem nada do lado da cidadania, porque não se valoriza a cidadania", lamentou.
Miguel Figueira também criticou a autarquia da Figueira da Foz, exemplificando com as comemorações do Dia Mundial do Turismo, que decorrem no sábado: "nas comemorações, a iniciativa na Figueira é andar de bicicleta. Não tenho nada contra as bicicletas, mas então e as ondas? As pessoas não se relacionam com a onda porque nem sabem onde é", lamentou.
Acrescentou que existe sinalética na cidade a indicar a localização de um aquaparque [colocada e paga pelo investidor privado], "mas não existe nenhuma a dizer onde são as ondas".
O movimento SOS Cabedelo, segundo Miguel Figueira, para além da inclusão da onda de Buarcos no PENT, tem realizado iniciativas de promoção do surf na Figueira da Foz, a nível nacional e internacional, exortando a autarquia a trabalhar nessa promoção.
"Felicitamos a iniciativa [dos deputados], porque estamos a valorizar o que é nosso. Mas é preciso fazer muito mais e o trabalho começa em casa", afirmou Miguel Figueira, numa alusão ao facto de João Portugal, para além de deputado, ter o pelouro do Turismo na autarquia da Figueira da Foz.
Na resposta, João Portugal - que assumiu recentemente o pelouro em que antes coadjuvava o presidente da Câmara - garantiu a intenção da autarquia em trabalhar em conjunto com a iniciativa privada na promoção dos desportos de ondas.
"Mais do que estarmos a dizer o que fez e o que não se fez no passado, é preciso colaborarmos e trabalhar em conjunto", frisou.

in Público 
notícia em cima do Diário de Coimbra

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

o porto, a praia e a cidade

A Figueira da Foz quer ser uma cidade portuária com uma praia ou quer ser uma cidade de praia com um porto? Esclarecerá o Plano Estratégico esta questão?...


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

neste e noutro sul


Na praia da Caparica os cinco milhões em recargas de areia não impediram que a praia ficasse submersa dois meses após a intervenção. Espera-se que a sul do Mondego a intervenção de dois milhões e meio de euros agora anunciada seja mais durável... Cá e lá continuamos reféns da mesma forma de fazer e pensar o mar, subjugados às incertezas do costume que continuam a alimentar os vícios de sempre. Certa é a vontade do mar e a incapacidade para o perceber. Certo é que precisamos de mais intervenções para proteger a nossa costa, mas que acima de tudo precisamos de melhores intervenções.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

...mais vento na claridade

claridade summer sand storm

Imagens da webcam surfline.
Mais areia pelo ar aqui e aqui.

sábado, 23 de agosto de 2014

Gliding Barnacles

Praias e antiga garagem Auto Peninsular recebem festival «Gliding Barnacles»

De 28 a 31 de agosto a antiga garagem Auto Peninsular, no Bairro Novo, será palco de algumas das actividades do «Gliding Barnacles», um evento de entrada livre que se desenvolve nalgumas praias do concelho da Figueira da Foz (durante as manhãs e até às 17h00). Após as sessões de praia e até às 24h00 o festival muda-se para a garagem Auto Peninsular, onde acontecem actividades diversas ligadas à música, cinema, design e fotografia, entre outras.

O «Gliding Barnacles» prevê uma vertente de competição aberta a longboarders convidados oriundos de Portugal, Espanha, França, Grã-Bretanha e Itália.
Com um prize money de 3.000 euros (pagos pela Câmara Municipal da Figueira da Foz), a competição funciona no modelo «cash-for-tricks»: as exibições dos surfistas serão filmadas e depois exibidas no recinto da Auto-Peninsular e votadas pelos presentes.
A edição zero do festival – promovido pela Associação de Desenvolvimento Mais Surf e Gliding Barnacles Gentleman Club – pretende, segundo anunciou hoje a organização, “promover a Figueira da Foz como destino turístico do surf mundial”, concretamente o longboard clássico, “fazendo interagir a modalidade com a cultura artística, artes e ofícios que lhes estão associadas”.

No recinto da garagem o programa inclui música ao vivo (bandas e DJ’s), projecção de filmes de surf, construção de pranchas, workshop de fotografia, espaço de serigrafia e artes plásticas, um mercado de artigos vintage e uma cadeira de barbeiro para quem quiser fazer barba ou cabelo.
Quanto a uma eventual concorrência aos empresários do sector dos bares e similares, a organização garante que não se coloca a ideia, uma vez que o espaço físico da garagem encerra portas à meia noite, convidando os cerca de 1.500 a 2.000 visitantes diários esperados a frequentar os estabelecimentos desta zona no centro da cidade.

Ana Carvalho mostrou-se “muito satisfeita” com a escolha do local desejando que projetos futuros possam aparecer a fim de requalificar/recuperar a antiga garagem Auto Peninsular, um imóvel de “interesse arquitectónico”.
O surf, bem como os desportos náuticos, fazem parte do plano de desenvolvimento estratégico delineado pela autarquia. “Temos em curso ou previstas várias acções para qualificar, ampliar ou recuperar estruturas náuticas com o objectivo de cativar mais praticantes”, disse a vereadora dando como exemplo a intenção de implementar um centro de alto rendimento ou surf houses.
Potenciar a marca da “onda mais comprida da Europa” faz ainda parte dos planos pensados pela autarquia figueirense, bem como levar o universo dos desportos náuticos aos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico (desporto escolar).

Gliding Barnacles: trata-se de uma analogia com as lapas que passam a vida agarradas aos cascos dos navios. Representa a união física e mental do surfista com a sua prancha.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

bypass cá e lá por Gonçalo Cadilhe

" Kirra é uma das melhores ondas do mundo. Por causa da construção de um molhe na barra do rio Tweed, a montante de Kirra, o banco de areia onde se forma a onda desapareceu durante uns anos. A deriva litoral foi interrompida, a onda desapareceu. A semelhança com o Cabedelo, a mãe de todas ondas da Figueira da Foz, é impressionante. Na minha cidade, a construção dos molhes da foz do Mondego criou desequilíbrios titânicos no litoral: a praia da Figueira, a norte do rio, acumulou areia até se tornar um deserto; as povoações a sul do rio, até à Marinha Grande, deixaram de receber areia e todos os invernos são inundadadas pelo mar. A onda do Cabedelo, tal como Kirra, também desapareceu.
A semelhança também funciona por antíteses: na Austrália estes problemas resolvem-se, em Portugal não. A instalação de um bypass através do rio Tweed repôs o fluxo das areias e Kirra recuperou a velha glória; entretanto, a mesma solução de um bypass na Figueira da Foz vai contra os lobbies instalados do cimento, das obras públicas e das dragagens de barras. A onda do Cabedelo continua morta, a erosão a sul do Mondego continua a destruir o litoral, os lobbies continuam a sua actividade ciclópica e ineficaz: mais uma dragagem à barra, mais um molhe pela praia fora, mais uma obra pública a sair dos dinheiros comunitários e a entrar nos bolsos do costume, mais um prego no caixão da paisagem natural da costa portuguesa."

CADILHE Gonçalo, Passagem para o horizonte, Clube do Autor, 2014, pág. 234 e 235.
Infografia por Ana Kaiseler.