quarta-feira, 29 de maio de 2013

BIOESFERA.RTP2




sábado, 25 de maio de 2013

areia na engrenagem


No início da semana fomos recebidos pelo Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, no Ministério do Mar, em Lisboa. Fomos lá partilhar a nossa reflexão sobre o papel do mar e do surf no desenvolvimento local, mas sobretudo fomos lá denunciar o paradigma vigente de protecção costeira, fundado numa leitura do território feita de costas voltadas ao mar. Fomos recebidos por um homem do mar, com um percurso reconhecido e um trabalho ímpar neste desiderato do regresso do país ao mar. 
Deixámos no Ministério do Mar um saco de areia da nossa praia da claridade e a esperança no empenho do Dr. Manuel Pinto de Abreu para nos ajudar a devolvê-la ao mar.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

o surf e a menina da Galp

Questionados sobre a não inclusão de outras ondas no nosso contributo para a Estratégia Nacional para o Mar, respondemos aqui com a menina da Galp.




Quem não se lembra da menina da Galp? Linda como a reserva da Ericeira, de peito frondoso como a onda da Nazaré, com as curvas dos supertubos de Peniche e a perna longa a lembrar a direita de Buarcos... Alguma vez nos trouxe gás a casa? Alguma vez? Uma coisa são todas as ondas que a nossa costa nos oferece, a outra é a afirmação do surf na economia do mar e a formação do produto surf no quadro global. No surf, como no gás, o que importa é a forma de inscrição no imaginário colectivo. Evidenciar os atributos das nossas melhores ondas pode muito bem ser a via mais sustentável para defender o surf e o mar.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

contributo à Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020

Contributo endereçado à Participação no Processo de Consulta Pública da Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 (enm@dgpm.gov.pt). Aqui.  

Na Estratégia Nacional para o Mar (ENM) 2013-2020 o surf aparece entalado entre as suas principais ameaças: logo a seguir aos portos e mesmo antes das obras marítimas. Coincidência ou não, reflecte a realidade. Já na associação à náutica de recreio e aos cruzeiros de turismo, acreditamos que o desfasamento com a realidade seja bem mais nefasto à constituição do(s) produto(s). Conforme já tivemos oportunidade de esclarecer nos contributos ao Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) julgamos que aqui se deveriam separar definitivamente as águas: náutica de recreio e surf são produtos completamente distintos. Esta falha denota desde logo a necessidade urgente de aprofundamento sobre as realidades em causa, sob pena de se vir a prestar um mau serviço a ambas. A relação do surf com o mar é directa, a partir da praia como na arte-xávega; a da náutica de recreio é indirecta, a partir de um ancoradouro protegido como nos transportes marítimos. Os primeiros procuram a rebentação, os outros fogem dela.

O surf passou de omisso a confuso no espaço de poucos anos na diversa documentação institucional. Não obstante o facto de também neste documento termos notado a ausência de qualquer referência aos mais de 800Km de costa no continente e de quase uma dúzia de ilhas capazes de garantir condições de surf em 365 dias por ano, é sobretudo na eleição dos factores de competitividade que julgamos poder contribuir para o aprofundamento da ENM. Supostamente por se querer centrar nos factores de competitividade no mercado global o PENT apenas destaca três locais: Ericeira, Peniche e Nazaré. O POOC-OMG vem assinalar a existência de locais de reconhecido interesse internacional para os desportos de ondas, incluindo a Figueira na shortlist que goza de algum consenso na comunidade do surf. A ENM aparentemente recua, distinguindo apenas o caso de Peniche. Um recuo a dois níveis: primeiro porque apenas dintingue um local, e segundo porque abandona o quadro de referência global para se limitar ao do país. Passando de palco de um dos mais importantes eventos de surf no mundo (PENT) a capital da onda (ENM).

Na perspectiva de uma desejável cordenação horizontal e da clarificação na óptica do produto surf, julgamos urgente a clarificação dos factores de competitividade, bem como do quadro de referência respectivo. Assim, avançamos com a proposta centrada na qualidade distintiva das ondas no quadro de referência da Europa, porque estamos do lado da dimensão do valor próprio, não deslocalizável nem porventura refêm de marcas ou eventos, concorrendo a partir do continente onde somos líderes. Desta forma, em vez da segunda reserva de surf no mundo, passamos a ter a primeira na Europa e conseguimos ainda reinvendicar com toda a legitimidade a onda mais tubular, a mais alta e a mais comprida... em 150 km de costa (Ericeira, Peniche, Nazaré e Figueira, respectivamente), alinhando com o conceito da diversidade concentrada (PENT), evitando também a competição das regiões pelo surf, que só pode resultar em prejuízo para o produto e para o recurso que sustenta a oferta, as ondas.

NOTA: Juntámos ao nosso contributo a fotografia do João Bracourt caso surja a opotunidade do surf poder ilustrar a capa em algum dos anexos.

destaque no sagres surf culture 2013




Destaque do projecto CIDADESURF_