domingo, 9 de fevereiro de 2014

bandeira vermelha # POOC 2014

A dinâmica das ondas tem diferentes padrões e não é uniforme ao longo da praia, alternando rebentação com agueiros (canais com correntes que frequentemente funcionam como armadilhas para os banhistas), sendo que este fenómeno dá-se em cada praia e frequentemente varia com a alteração das marés. Por este facto, em cada praia temos zonas com níveis de segurança diferente, pelo que não seria disparatado eleger as zonas mais seguras em cada momento para o usufruto pelos banhistas. Trata-se de uma inversão na lógica da norma: no lugar de assinalar os lugares para a exclusividade dos outros usos, passaríamos a assinalar exclusividade para os banhistas. Esta é aliás uma prática corrente noutros países e que tem como principal vantagem a concentração dos esforços de vigilância.



Por ouro lado as condições do estado do mar também variam. Independentemente desse facto, a inscrição da zona de banhos, mesmo com a interdição de uso ao banhista, com bandeira vermelha hasteada, obriga à manutenção das restrições ao surf nos termos do Plano. Como é fácil de perceber as condições de mar que afastam os banhistas, são frequentemente as mesmas que propiciam as melhores condições para surfistas, não se vislumbrando qualquer vantagem que venha a resultar da manutenção desta regra, independentemente das condições do mar, para banhistas ou surfistas.

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Se o primeiro grande problema deste tipo de territórios está relacionado com a sua dinâmica ao nível das constantes alterações de forma, a segunda prende-se seguramente com as dinâmicas de uso sazonal O terceiro problema a nosso ver prende-se com a percepção das dinâmicas próprias do mar que deveriam verter de forma clara as principais opções na construção das regras para o seu uso com segurança, seja por banhistas, surfistas, pescadores ou outros.

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